Destaque IEDI
A indústria manufatureira mundial deu mais uma prova de resiliência no 3º trim/25, segundo os últimos dados da UNIDO.
Em estudo recente, a OCDE defende que políticas industriais e de inovação devem se tornar ecossistêmicas.
O desempenho da indústria brasileira mudou de direção em 2025, interrompendo a aceleração verificada ao longo de 2024.
Após passar a maior parte de 2024 com resultados trimestrais acima de +3%, a indústria brasileira perdeu fôlego e registrou variação de apenas +0,5% no 3º trim/25.
No Brasil, assim como na América Latina como um todo, a produtividade cresce muito pouco e é bastante heterogênea.
Os últimos dados do IBGE indicam que o crescimento do PIB brasileiro continuou desacelerando no 3º trim/25. Desta vez, o consumo das famílias ficou praticamente estagnado, ensejando nova perda de ritmo nos serviços.
No 3º trim/25, sob efeito das tarifas de importação impostas pelo governo Trump, as exportações da indústria brasileira para os EUA caíram -14,5%. Foi a perda mais intensa desde a pandemia na comparação interanual.
O resultado dos dez primeiros meses do ano indica um nível de atividade industrial de apenas ¼ do que era em igual acumulado em 2024.
A insuficiência da nossa infraestrutura compromete a competitividade e atrasa o progresso do país. O problema não é novo, mas as deficiências na área podem aumentar frente às mudanças do comércio mundial, à transição climática e às transformações tecnológicas.
As sucessivas revisões de cenário do FMI indicam certa acomodação, mas o crescimento do PIB global seguirá mais fraco do que a média pré-pandemia.
A pesquisa divulgada hoje pelo IBGE mostra que a produção industrial brasileira voltou a se contrair em set/25, depois do avanço registrado no mês anterior.
Em 2025, a perda de fôlego industrial do Brasil tem feito o país rapidamente perder posições no ranking, construído pelo IEDI, com os parques industriais mais dinâmicos do mundo.
Os últimos dados divulgados pela UNIDO (United Nations Industrial Development Organization) apontam que a produção da indústria de transformação global cresceu +1,1% no 2º trim/25 ante o trimestre anterior, enquanto no Brasil desacelerou para -0,6%.
Os diferentes regimes de tributação do lucro das empresas, a princípio motivados pela simplificação, levaram a uma disparidade de alíquotas efetivas, favorecendo a “pejotização”, desincentivando o crescimento das empresas e prejudicando o ambiente concorrencial.
No contexto mundial de acirramento de conflitos geoeconômicos, o Brasil ainda não conta com muitos instrumentos de proteção e retaliação, mas tem à mão ativos estratégicos em energia, agricultura e mineração, além do tamanho de seu mercado interno, que podem lhe dar poder de barganha.
Em 2025, aumento as tarifas de importação pelo governo Trump acelera um processo de transformação da governança global que já vinha se desenhando desde a crise global de 2008-2009.
Os dados divulgados hoje pelo IBGE mostram que a indústria deu um passo à frente em ago/25, após meses seguidos de resultados fracos ou negativos, mas a alta deve ser vista com cautela.
Com a persistente elevação dos juros desde set/24, a indústria nacional vem perdendo tração e os setores mais intensivos em tecnologia pisaram mais fortemente no freio.
No primeiro semestre do ano, os embarques da indústria de transformação brasileira cresceram +4,7% , bem à frente do total de nossas exportações (-0,7%). Esta vantagem, entretanto, pode se reduzir a partir de ago/25, em função do tarifaço americano.
Os últimos dados do MDIC indicam os efeitos iniciais do “tarifaço” sobre a maioria dos produtos que o Brasil exporta para os EUA.
