Destaque IEDI - Trajetórias regionais da desindustrialização brasileira
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Levantamento do IEDI com 350 companhias abertas mostra que o endividamento corporativo avançou muito em relação ao pré-pandemia e que as elevadas taxas de juros no país estão corroendo a rentabilidade do setor produtivo.
A indústria do país deu início à segunda metade do ano em virtual estabilidade, mesmo com uma base de comparação deprimida por dois meses consecutivos de declínio da produção.
Os dados divulgados hoje pelo IBGE confirmam a desaceleração do PIB brasileiro, que registrou variação de +0,5% no 2º trim/26 ante alta de +1,1% no 1º trim/26, já descontados os efeitos sazonais.
O indicador Custo Unitário do Trabalho (rendimento real/produtividade) está em acentuada elevação desde a pandemia, o que significa maior custo de trabalho por unidade produzida, com efeito sobre margens, inflação e competitividade.
O desempenho da indústria brasileira comparado com o do ano passado sugere, à primeira vista, relativa resiliência na primeira metade do ano, a composição do resultado, porém, conta uma história bem diferente.
No 1º trim/26, os fluxos de comércio exterior da indústria brasileira geraram um resultado muito próximo da entrada do ano passado.
Após dois meses de crescimento, a produção industrial voltou a ficar estagnada em mar/2026.
Em abr/26, abre-se mais uma etapa da estratégia de desenvolvimento da China com seu 15º Plano Quinquenal.
Em 2025, a trajetória do emprego industrial se saiu melhor do que no restante do setor privado.
Os dados mais recentes da UNIDO indicam certa acomodação no ritmo de crescimento da indústria mundial, mas sem grandes rupturas com o padrão que vinha registrando desde meados de 2022.
