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                          Carta IEDI

                          Edição 1362
                          Publicado em: 15/05/2026

                          Bens de capital: freio da produção industrial no 1º trim/26

                          Sumário

                          A indústria brasileira ficou praticamente estagnada em mar/26 frente a fevereiro, com variação de apenas +0,1% na série livre de efeitos sazonais, depois de dois meses de crescimento. O sinal, porém, foi pouco disseminado entre seus ramos, sendo que 64% deles perderam produção neste final de trimestre.

                          Ainda nesta comparação mais de curto prazo, a perda de dinamismo atingiu sobretudo bens de capital, que tinham crescido perto de +3% nos dois primeiros meses do ano e agora em mar/26 registrou apenas +0,6%, e bens intermediários, cujas altas acima de +1%, deram lugar a uma variação de +0,5%, com ajuste sazonal. 

                          Bens de consumo semi e não duráveis também cresceram menos (+0,4%), mas repetiram o ritmo modesto do mês anterior (+0,6%). Apenas bens de consumo duráveis conseguiu se sair um pouco melhor do que em fev/26: +1,7% ante +1,2%.

                          No acumulado do primeiro trimestre de 2026, um efeito calendário positivo em mar/26 retirou a indústria como um todo do vermelho. Cresceu +1,3% frente a igual período de 2025, revertendo a retração de -0,7% do quarto trimestre do ano passado. 

                          Três dos seus quatro macrossetores avançaram, mas a produção de bens de capital, afetada pelos juros elevados, ficou para trás, como mostram as variações interanuais a seguir. 

                          •  Indústria geral: +2,0% no 1º trim/25; +0,5% no 2º, +0,5% no 3º trim/25, -0,7% no 4º trim/25 e +1,3% no 1º trim/26. 

                          •  Bens de capital: +4,3%; -2,8%; -2,5%; -5,3% e -6,3%, respectivamente

                          •  Bens intermediários: +1,3%; +2,9%; +2,5%; -0,9% e +1,7%; 

                          •  Bens de consumo duráveis: +11,1%; +5,2%; -1,7%; -3,1% e +1,6%; 

                          •  Bens de consumo semi e não duráveis: +1,5%; -5,1%; -3,2%; +0,8% e +1,8%, respectivamente. 

                          O caso de bens de capital merece destaque porque é o elo mais vulnerável ao quadro atual de elevadas taxas de juros e o de maior relevância para a trajetória do investimento. Sua queda de -6,3% em jan-mar/26 significou o quarto trimestre consecutivo no vermelho e foi puxada sobretudo por bens de capital para uso misto (-14,2%) e para agricultura (-13,9%), mas também por recuos em bens para indústria (-5,3%) e para construção (-5,3%). 

                          Houve perdas menores em bens de capital para transporte (-2,1%) e energia (-0,6%). O resultado sugere que os juros elevados seguem comprimindo decisões de investimento e compra de máquinas, prejudicando justamente o macrossetor com maior capacidade de modernização produtiva da economia, com efeitos positivos sobre a produtividade de que o país tanto precisa.

                          Nos bens intermediários, o desempenho foi melhor, com alta de +1,7% no trimestre, mas também após um trimestre de retração no final do ano passado. Os principais avanços vieram de intermediários de alimentos (+3,4%) e de derivados de petróleo (+0,5%), ao passo que insumos para construção civil (-4,8%), defensivos agrícolas (-4,6%) e celulose (-4,1%) recuaram. 

                          Os bens de consumo duráveis avançaram +1,6%, interrompendo a sequência negativa do segundo semestre de 2025, mas com composição heterogênea. Automóveis (+11,1%) e outros equipamentos de transporte (+9,7%) lideraram a expansão, enquanto eletrodomésticos (-9,5%) e mobiliário (-1,8%) permaneceram em baixa. 

                          Por fim, bens de consumo semi e não duráveis cresceram +1,8%, o melhor resultado entre os macrossetores no trimestre. Apesar disso, segmentos como calçados (-7,0%) e vestuário (-6,5%), assim como têxteis (-6,3%), tiveram quedas expressivas sob influência do peso das dívidas das famílias, já que o dinamismo de seus mercados consumidores implica algum recurso ao crédito. A produção de álcool e gasolina carburantes (-0,9%) também recuou, o que pode se aprofundar dada a pressão sobre os preços derivada do conflito no Irã. 

                          Assim, o início de 2026 trouxe algum fôlego para a indústria, mas sem dissipar o quadro de baixo dinamismo imposto pelos níveis elevados de taxas de juros. O investimento produtivo segue enfraquecido, comprometendo o desempenho de bens de capital e dificultando uma recuperação mais disseminada.

                          Resultados da Indústria

                          Em mar/26, a produção industrial brasileira registrou avanço de +0,1% frente ao índice de fev/26 na série com ajuste sazonal, marcando, dessa forma, o terceiro mês seguido com taxa positiva, período em que acumulou ganho de +3,1%. Cabe destacar, entretanto, que esse foi o menor aumento do ano, visto que nos meses anteriores a variação foi de +0,9% (fev/26) e +2,1% (jan/26).

                           

                          Na série sem ajuste sazonal, no confronto com mar/25, o total da indústria assinalou expansão de +4,3%, após recuar -0,7% em fev/26. Três dias úteis a mais em mar/26 gerou um efeito calendário positivo que contribuiu para o setor voltar a crescer nesta comparação. Com isso, no indicador acumulado para os três primeiros meses de 2026, o setor industrial apontou crescimento de +1,3%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, cresceu +0,4% no mês de mar/26, permanecendo com resultado positivo.

                           

                          A variação positiva de +0,1% da atividade industrial na passagem de fev/26 para mar/26 na série com ajuste sazonal foi impulsionada pelos resultados positivos em todos os quatro macrossetores. Bens de consumo duráveis (+1,7%) assinalou a expansão mais elevada do mês e marcou a terceira taxa positiva consecutiva, período em que acumulou crescimento de +9,9%. Os setores produtores de bens de capital (+0,6%), bens intermediários (+0,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (+0,4%) também tiveram resultados positivos, com todos apontando o terceiro mês seguido de avanço na produção, período em que acumularam ganhos de +6,4%, +4,1% e +2,4%, respectivamente.

                           

                          Na comparação mês/mesmo mês do ano anterior, o acréscimo de +4,3% da indústria total em mar/26 foi puxado por todos os macrossetores: bens de consumo duráveis (+18,7%) assinalou a expansão mais acentuada, seguido por bens de capital (+6,5%), bens de consumo semi e não duráveis (+4,6%) e bens intermediários (+2,9%). Cabe lembrar o efeito calendário positivo influenciando este resultado.

                          O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao apresentar expansão de +18,7% em mar/26 frente a igual mês do ano anterior, interrompeu quatro meses consecutivos de queda e marcou a taxa positiva mais elevada desde nov/24 (+19,2%). O setor foi impulsionado pela maior fabricação de automóveis (+38,9%), eletrodomésticos da “linha marrom” (+15,8%) e da “linha branca” (+12,7%), de motocicletas (+34,7%) e de móveis (+11,4%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi assinalado por outros eletrodomésticos (-22,3%).

                          A produção de bens de capital avançou +6,5% na mesma base de comparação, interrompendo nove meses consecutivos de taxas negativas. O macrossetor foi influenciado pelos avanços nos grupamentos de bens de capital para equipamentos de transporte (+10,0%), para fins industriais (+4,6%), para construção (+8,0%) e para energia elétrica (+3,3%). Por outro lado, os subsetores de bens de capital agrícolas (-8,5%) e de uso misto (-1,7%) assinalaram os impactos negativos no índice mensal de mar/26.

                          Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis teve crescimento de +4,6% em mar/26, após recuar -0,5% no mês anterior. O desempenho foi explicado pelos avanços observados nos setores de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (+5,5%), não duráveis (+4,1%), semiduráveis (+4,3%) e carburantes (+3,8%). Por outro lado, o grupamento de alimentos e bebidas básicos para consumo doméstico (-34,2%) apontou a única taxa negativa. 

                           

                          Os bens intermediários, por sua vez, tiveram avanço de +2,9% frente a mar/25, a terceira taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde set/25 (+3,4%). O resultado foi explicado pela maior produção na indústria extrativa (+4,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+4,4%), produtos alimentícios (+5,0%), veículos automotores, reboques e carrocerias (+6,9%), produtos de borracha e de material plástico (+3,0%), produtos de metal (+3,0%), produtos de minerais não metálicos (+1,7%), produtos químicos (+0,9%) e produtos têxteis (+3,5%), enquanto as pressões negativas foram registradas por celulose, papel e produtos de papel (-6,2%), metalurgia (-0,4%) e máquinas e equipamentos (-0,5%). 

                          Na análise trimestral, o movimento de maior dinamismo na passagem do 4º trim/25 para os três primeiros meses de 2026 foi verificado em três das quatro grandes categorias econômicas: bens de consumo duráveis (de -3,1% para +1,6%), bens intermediários (de -0,9% para +1,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (de +0,8% para +1,8%). Por outro lado, o segmento de bens de capital (de -5,3% para -6,3%) apontou a única perda de dinamismo e permaneceu com o comportamento negativo iniciado no 2º trim/25.

                           

                          No índice acumulado para jan-mar/26, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de +1,3%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas: bens de consumo semi e não duráveis (+1,8%), bens intermediários (+1,7%) e bens de consumo duráveis (+1,6%). 

                          Por outro lado, o setor produtor de bens de capital (-6,3%) assinalou a única taxa negativa no indicador acumulado no primeiro trimestre do ano, pressionado, em grande medida, pela menor produção de bens de capital para fins industriais (-5,3%), de uso misto (-14,2%), agrícolas (-13,9%) e para equipamentos de transporte (-2,1%).  

                          Por dentro da Indústria de Transformação

                          A produção do total da indústria brasileira assinalou crescimento de +0,1% em mar/26 frente a fev/26 na série livre dos efeitos sazonais. Neste mês, a indústria de transformação decresceu -0,1% nesta comparação, enquanto a produção da indústria extrativa avançou +0,1%.

                          Na comparação com mar/25, o resultado de +4,3% da indústria geral foi puxada pela indústria de transformação (+4,2%) e pela indústria extrativa (+4,7%). 

                           

                          No resultado frente a fev/26, com ajuste sazonal, observa-se avanços em 8 dos 25 ramos industriais pesquisados. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2,2%), produtos químicos (+4,0%), veículos automotores, reboques e carrocerias (+1,1%), metalurgia (+1,2%) e máquinas e equipamentos (+1,0%). 

                          Por outro lado, entre as dezesseis atividades que mostraram recuo na produção, bebidas (-2,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%), móveis (-6,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%) exerceram as principais influências negativas.

                           

                          Na comparação com mesmo mês de 2025, o setor industrial assinalou variação de +4,3% em mar/26, com resultados positivos em 19 dos 25 ramos, 46 dos 80 grupos e 55,6% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que março de 2026 (22 dias) teve 3 dias úteis a mais que igual mês do ano anterior (19).

                          Entre as atividades, as principais influências positivas na indústria de transformação foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (+18,7%), produtos alimentícios (+5,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+4,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+9,3%), outros equipamentos de transporte (+11,3%), produtos de borracha e de material plástico (+3,9%), produtos diversos (+13,5%), produtos químicos (+1,7%), móveis (+9,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+4,2%). 

                          Por outro lado, entre as atividades que apontaram redução na produção, a de celulose, papel e produtos de papel (-4,5%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria.

                           

                          No índice acumulado para jan-mar/26, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou variação positiva de +1,3%, com resultados positivos em 10 dos 25 ramos, 26 dos 80 grupos e 44,0% dos 789 produtos pesquisados. 

                          Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por produtos alimentícios (+2,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+14,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (+2,2%) e de bebidas (+3,3%). Por outro lado, entre as atividades que apontaram redução na produção, a de máquinas e equipamentos (-9,4%) exerceu o maior impacto na formação da média da indústria.

                           

                          Utilização de Capacidade

                          A utilização da capacidade instalada da indústria de transformação, acordo com a série da FGV com ajustes sazonais, cresceu +0,8 p.p. na passagem de fev/26 para mar/26, registrando patamar de 82,4%. Em abr/26, a capacidade instalada apresentou avanço novamente +0,8 p.p., ficando em 83,2%.

                           

                          De acordo com os dados da CNI, a utilização da capacidade instalada cresceu +0,3 p.p. entre fev/26 e mar/26 (77,8%), considerando os dados livres de efeitos sazonais. Na comparação entre mar/25 e mar/26, essa variável registrou decréscimo de –0,4 pontos percentuais.

                           

                          Estoques

                          De acordo com os dados da Sondagem Industrial da CNI, o indicador da evolução dos estoques de produtos da indústria total ficou em 48,8 pontos em mar/26, ficando praticamente estável (-0,1 ponto) frente a fev/26. No caso do segmento da indústria de transformação, o indicador da CNI foi de 48,8 pontos em fev/26 para 48,6 pontos em mar/26. A indústria extrativa, por sua vez, avançou +4,3 p.p, (52,8 pontos) no mesmo período.

                          Para a indústria geral, o indicador de satisfação dos estoques ficou praticamente estável, indo de 49,6 pontos em fev/26 para 49,5 pontos em mar/26, sinalizando que os estoques estão menores que o desejado. Cabe lembrar que o nível de equilíbrio é de 50,0 pontos, visto que acima desse valor há excesso de estoques e abaixo dele, estoques menores do que o desejado. No caso do setor extrativo e no caso da indústria de transformação, o indicador de satisfação registrou 51,8 pontos e 49,5 pontos, respectivamente.

                          Em mar/26, 28% dos ramos industriais apresentaram estoques maiores do que o planejado (acima de 50 pontos), metade do resultado do mês anterior (56,0%). Entre os ramos acima de 50 pontos em mar/26 destacaram-se: manutenção e reparação (58,3 pontos), biocombustíveis (56,7 pontos), couros (55,8 pontos), calçados (54,8 pontos), celulose e papel e farmacêuticos (ambos com 53,6 pontos) e móveis (53,0 pontos). 

                          Por outro lado, ficaram abaixo e mais distantes do equilíbrio os seguintes ramos: impressão e reprodução (38,5 pontos), bebidas (42,2 pontos), madeira (43,8 pontos), metalurgia (44,3 pontos) e minerais não metálicos (44,9 pontos).

                           

                          Confiança e Expectativas

                          O Índice de Confiança do Empresário da Indústria de Transformação da CNI registrou 46,3 pontos em abr/26, caindo -1,2 p.p. frente a mar/26. Na passagem de mar/26 para abr/26, o componente referente às expectativas em relação ao futuro foi de 49,9 para 48,9 pontos, ficando na zona de pessimismo. O componente que capta a percepção dos empresários quanto a evolução presente dos negócios caiu –1,7 p.p., mantendo-se na região pessimista (41,1 pontos).

                           

                          O Índice de Confiança da Indústria de Transformação (ICI) da FGV recuou –0,8 p.p. na passagem de mar/26 para abr/26, registrando 96,0 pontos, ficando ainda na região de pessimismo, ou seja, abaixo de 100 pontos.

                          O resultado de mar/26 foi influenciado pela queda tanto do seu componente referente às expectativas futuras, que passou de 96,4 pontos para 95,5 pontos em abr/26, quanto do índice da situação atual, que caiu de 97,2 pontos para 96,5 pontos.

                           

                          Outro indicador utilizado para avaliar a perspectiva do dinamismo da indústria é o Purchasing Managers’ Index – PMI Manufacturing, calculado pela consultoria Markit Financial Information Services, teve movimento contrário. Em mar/26, ficou em 49,0 pontos, avançando para 52,6 pontos em abr/26, indicando melhora do quadro de negócios do setor.

                           

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                          Carta IEDI n. 1354 - A balança comercial em 2025, o tarifaço dos EUA e perspectivas do Acordo Mercosul-UE
                          Publicado em: 30/03/2026

                          Em 2025, dois temas marcaram o comércio exterior brasileiro: a imposição de tarifas pelos EUA, que não impediu que aumentássemos exportações, e a assinatura do acordo Mercosul-UE, um importante avanço que reforça a necessidade da agenda de competitividade para o Brasil.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1353 - Redução de jornada de trabalho: entre anseios e possibilidade
                          Publicado em: 27/03/2026

                          Descuido do Brasil na criação de condições para uma trajetória superior da produtividade impõe ônus para atender os anseios populares de redução da jornada de trabalho.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1352 - Ambição industrial europeia: um novo capítulo com o Industrial Accelerator Act 2026
                          Publicado em: 20/03/2026

                          A Lei de Aceleração Industrial da União Europeia, divulgada em março, dá musculatura à política industrial europeia, reforçando o vínculo entre a indústria e as ações de descarbonização e o apoio à inovação.

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