• SOBRE O IEDI
    • ESTUDOS
      • CARTA IEDI
        • ANÁLISE IEDI
          • DESTAQUE IEDI
            • IEDI NA IMPRENSA
              55 11 5505 4922

              instituto@iedi.org.br

              • HOME
              • SOBRE O IEDI
                • ESTUDOS
                  • CARTA IEDI
                    • ANÁLISE IEDI
                      • DESTAQUE IEDI
                        • IEDI NA IMPRENSA

                          IEDI na Imprensa - Move Brasil: nome sujo pode limitar alcance do programa

                          Publicado em: 21/05/2026

                          O Globo

                          Especialistas alertam que inadimplência alta deve levar bancos a adotarem cautela ao oferecer financiamento

                          Vinicius Neder, Carolina Nalin e Mayra Castro

                          O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, que promete disponibilizar a motoristas até R$ 30 bilhões em crédito para a compra de automóveis de até R$ 150 mil, deverá incrementar as vendas de veículos no país, preveem as montadoras, mas especialistas alertam que o risco e a inadimplência poderão frear a concessão de empréstimos.

                          Para o consultor Rodnei Bernardino, especialista no mercado de crédito para veículos, o endividamento elevado poderá levar os bancos a serem cautelosos nas aprovações de empréstimos, moderando o ritmo de concessões. Bernardino chama a atenção para os prazos dilatados. Os financiamentos poderão ser parcelados em até 72 meses, com carência de seis meses:

                          — Carência e prazo longo são variáveis que aumentam a inadimplência. Tanto que os bancos hoje operam no máximo com 60 meses.

                          A taxa de inadimplência das pessoas físicas no crédito para a aquisição de veículos chegou a 6% em março, segundo o Banco Central (BC), o maior nível desde 2013. O financiamento para automóveis tem a vantagem de o bem servir de garantia — tanto que a inadimplência nessa modalidade ficou um pouco abaixo dos 7% na média de todas as modalidades, registrada em março —, mas a dificuldade de retomada dos carros nos casos de calote é, historicamente, um problema estrutural do mercado nacional, conta Bernardino:

                          — A demanda nas concessionárias vai explodir, mas a aprovação de crédito, tenho minhas dúvidas.

                          Aluguel e nome

                          Samuel Monteiro, motorista de aplicativo de 41 anos, já trabalha na área há mais de nove anos e elogiou o programa do governo. Ele paga cerca de R$ 2.600 por mês para locar um automóvel para trabalhar. Segundo o condutor, muitos como ele labutam entre 10 e 15 horas por dia para arcar com o custo do veículo. Samuel diz que boa parte desses profissionais está endividada e pode não ter acesso ao programa:

                          — Ter o nome limpo e o score adequado, além de ser um grande sacrifício para o brasileiro manter isso, é o primeiro passo que vai ser observado. O programa não vai mudar a realidade de um motorista que trabalha com um carro alugado, que tem o seu nome sujo, que tem dívidas. Vai tirar bastante gente dessa possibilidade. São justamente as pessoas que mais precisam.

                          No desenho do programa, o risco de crédito ficará com os bancos comerciais que repassam os recursos do BNDES — que por sua vez receberá os valores do Tesouro. Essas instituições analisarão as chances de conceder os financiamentos e decidirão aprovar ou não. Segundo Bernardino, como os motoristas de apps costumam ter um perfil de exposição elevado, os bancos, provavelmente, exigirão entradas maiores, instalação de rastreador no veículo — para ajudar na retomada em caso de calote — e análise minuciosa da operação.

                          No anúncio do Move Brasil Táxi e Aplicativos, o BNDES informou também que mudará as regras do Peac, o programa de crédito garantido para empresas de menor porte, para incluir motoristas de aplicativo.

                          O Peac também é operado pelos bancos repassadores do BNDES. Nele, um fundo financeiro da União, o FGI, operado pelo banco de fomento, concede garantias para firmas que não têm imóveis, fianças bancárias ou outros bens a oferecer em garantia de um empréstimo. Para Bernardino, o Peac poderia “mudar o jogo”, ao oferecer uma garantia a mais para os bancos, mas o consultor avalia que eles entrarão de forma cautelosa no novo programa.

                          Anfavea confiante

                          A Anfavea, que representa os fabricantes de veículos, elogiou o novo programa e chamou a atenção para o fato de que houve forte demanda pela primeira rodada do Move Brasil, voltada para caminhões. “Os R$ 10 bilhões disponibilizados inicialmente foram contratados em curto espaço de tempo, mostrando a importância de linhas de crédito com taxas e prazos adequados para estimular a aquisição de veículos novos”, diz a nota.

                          Antônio Jorge Martins, professor e coordenador para cursos da área automotiva da Fundação Getulio Vargas (FGV), vê potencial para um acréscimo acima de 300 mil unidades nas vendas deste ano. O especialista considera a faixa limite de R$ 150 mil para a compra de veículos novos adequada para a realidade do mercado.

                          Na visão de Rafael Cagnin, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o novo programa pode até dar algum impulso às vendas, mas parece ter fins eleitorais.

                          — Pode ajudar a desovar um pouco os estoques, mobilizar um pouco o setor, mas não é algo estruturante — disse Cagnin. — Algum efeito de demanda favorável tem, mas não configura uma politica de desenvolvimento industrial nem de modernização produtiva.

                          Carlos Alberto Vieira, de 46 anos, trabalha como motorista de aplicativo há 10 anos e pensa em trocar seu carro por um mais novo:

                          — Hoje, se você entra numa concessionária, os juros estão bem altos. A taxa menor melhora o pagamento. Mesmo pagando em seis anos, com uma parcela um pouco menor, você consegue, de repente, pagar duas parcelas por vez e diminui o tempo, o que automaticamente diminui o montante de juros. Então é essa visão que eu estou tendo. É uma forma de ajudar todo mundo — disse Carlos, que critica o fato de o programa permitir motoristas que tenham feito a partir de 100 corridas nos últimos 12 meses — poderia ter uma quantidade de viagens maior, justamente pra que pudesse selecionar melhor o motorista e não fosse alguém que rode apenas para complementar a renda. A prioridade deveria ser quem vive realmente do volante.

                          IMPRIMIR
                          BAIXAR

                          Compartilhe

                          Veja mais

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Uma proposta de ajuste fiscal gradualista
                          Publicado em: 07/06/2026

                          O Estado de São Paulo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Políticas para controlar o déficit fiscal brasileiro
                          Publicado em: 04/06/2026

                          Folha de São Paulo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - PIB cresce 1,1% no 1º tri com medi­das, mas inves­ti­mento cai
                          Publicado em: 30/05/2026

                          O Globo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - PIB do 1º trimestre cresce impulsionado por consumo, indústria e agro
                          Publicado em: 30/05/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Uma luz na escuridão moral
                          Publicado em: 19/05/2026

                          O Estado de São Paulo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Nem toda indústria vai voltar ao Brasil
                          Publicado em: 14/05/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Centro-Oeste é grande vencedor da interiorização da indústria brasileira
                          Publicado em: 12/05/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Indústria da transformação vai na contramão e aprofunda déficit comercial
                          Publicado em: 06/05/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Sem competição, Brasil seguirá na retaguarda da indústria global
                          Publicado em: 15/04/2026

                          O Globo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Indústria do Brasil despenca em ranking da produção global
                          Publicado em: 14/04/2026

                          Valor Econômico

                          INSTITUCIONAL

                          Quem somos

                          Conselho

                          Missão

                          Visão

                          CONTEÚDO

                          Estudos

                          Carta IEDI

                          Análise IEDI

                          CONTATO

                          55 11 5505 4922

                          instituto@iedi.org.br

                          Av. Pedroso de Morais, nº 103
                          conj. 223 - Pinheiros
                          São Paulo, SP - Brasil
                          CEP 05419-000

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Todos os direitos reservados.

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
                          Todos os direitos reservados.