Carta IEDI
A indústria no 1º trim/26: no ritmo dos setores de média-baixa tecnologia
No Brasil, a indústria de transformação não cresce desde o 1º trim/25, como resultado da fase de alta das taxas de juros no país. Vale lembrar que o Banco Central elevou progressivamente a taxa básica de juros, a Selic, de set/24 a jun/25, que permaneceu em 15% ao ano até janeiro de 2026.
No 1º trim/26, ao menos, o setor conseguiu se estabilizar após três trimestres seguidos no vermelho na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi de 0% e a Carta IEDI de hoje analisa esta interrupção da queda segundo a intensidade tecnológica dos diferentes ramos industriais. A metodologia é baseada em estudos da OCDE, que decompõe a indústria de transformação em quatro grupos: alta, média-alta, média e média-baixa tecnologia.
Embora não tenha crescido, o desempenho do 1º trim/26 significou uma amenização do quadro adverso até então verificado. Muito disso coube à indústria de média-baixa tecnologia, que também vinha de uma sequência de quedas e conseguiu retornar ao positivo. Também ajudou o crescimento mais robusto da alta tecnologia.
Em seu agregado, a produção da indústria de transformação de média-baixa registrou +0,3% ante o 1º trim/25, sob influência do ramo de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que após recuar entre -6,3% e -8,8% nos trimestres anteriores, cresceu +2,1% em jan-mar/26. A indústria de alimentos e bebidas, por sua vez, manteve-se no positivo e registrou +2,6%. Todos os demais ramos caíram.
Nota-se que os conflitos no Oriente Médio, que levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz no início de mar/26, podem ter influenciado positivamente a produção de derivados de petróleo e biocombustíveis acima mencionados e negativamente alguns dos ramos que frearam o desempenho dos grupos tecnológicos intermediários.
Na média-alta, cuja produção total caiu -1,6% no 1º trim/26, o ramo de químicos recuou -2,5% no período. Ainda assim, a principal trava do grupo advém da produção de máquinas e equipamentos mecânicos (-9,4%) e elétricos (-2,2%), resultado da elevada taxa de juros a bloquear decisões de investimento.
A média tecnologia, cujo crescimento dos trimestres anteriores deu lugar a uma variação de apenas +0,1% em jan-mar/26, viu a produção de borracha e plástico desacelerar para apenas +0,6%, intensificando os efeitos negativos de três outros ramos que ficaram no vermelho, sobretudo metalurgia (-1,1%) e produtos de metal (-1,0%).
Já a indústria de alta tecnologia não só voltou a crescer, como ganhou velocidade, registrando +4,9% ante jan-mar/25. Foi o grupo que melhor se saiu nessa entrada de ano. Este desempenho, contudo, foi concentrado em apenas um de seus ramos, a indústria farmacêutica, cuja expansão chegou a +14,3% no 1º trim/26.
Todos os demais ramos da alta intensidade apresentaram queda, como o complexo eletrônico (-2,1%), devido notadamente a material de escritório e informática (-5,6%) e instrumentos médicos, ópticos e de precisão (-5,2%) e ao ramo aeronáutico (-5,2%).
Por melhor que tenha se saído, a alta tecnologia, que representa uma parcela de apenas 6% da indústria de transformação, aproximadamente, tem pouca condição de influenciar o desempenho agregado do setor, contrariamente à média-baixa, responsável por pouco mais de metade da indústria de transformação.
Um panorama da indústria geral e da indústria de transformação
No trimestre inicial de 2026, a produção física da indústria geral, composta pela extração mineral e pela indústria de transformação, cresceu 1,3% em relação ao mesmo acumulado de 2025. Contrapondo março e fevereiro último pela série dessazonalizada, ficou praticamente estável, 0,1%, enquanto na comparação entre meses de março de 2026 e do ano anterior 2025, a expansão foi de 4,3%. Em doze meses, a indústria geral cresceu modestamente 0,4%.
A indústria de transformação, componente principal da indústria geral, segurou a performance da indústria geral, ficando estável na comparação entre primeiros trimestres. Na passagem de fevereiro para março último, a indústria de transformação registrou variação de -0,1% (dados dessazonalizados).
No contraponto entre meses de março de 2026 e de 2025, sua produção aumentou 4,2%, similarmente à geral. Vale notar que março de 2026, em contraste com igual mês de 2025, teve dois dias úteis a mais (22 contra 20), enquanto o primeiro trimestre de cada ano teve igual número de dias úteis. Em doze meses, sua produção caiu 0,8%.
Quanto à indústria extrativa, cresceu 8,7% no acumulado até março vis-à-vis igual trimestre de 2025. Tal expansão em sua produção física ocorreu contando com taxas positivas em março: na comparação com fevereiro último (série livre de sazonalidade), variou 0,1%, enquanto frente ao mesmo mês do ano anterior, cresceu 4,7%. Em doze meses, atividade extrativa também cresceu bem, 7,2%. Com isso, a extração mineral puxou o bom desempenho da indústria geral nessas bases comparativas.
A indústria geral por intensidade tecnológica
O IEDI tem utilizado a versão da classificação das atividades econômicas por intensidade tecnológica publicada pela OCDE em 2016, descrita na próxima tabulação. Nela são definidas cinco faixas de intensidade: alta, média-alta, média, média-baixa e baixa. Conforme a mesma, nenhum dos ramos cobertos pela PIM-PF faz parte da faixa de baixa intensidade tecnológica. Assim todos os ramos da indústria de transformação estão distribuídos nas faixas de alta, média-alta, média e média-baixa intensidade tecnológica, enquanto toda a extração mineral está na de média-baixa.
Adicionalmente, o IBGE revisou a PIM-PF a partir dos dados de janeiro de 2023 divulgados dois meses depois. Desse modo, as séries constantes da PIM-PF foram revistas para trás, sendo que, de janeiro de 2022 (ano-base, igual a 100) em diante, passou a seguir a atualização da estrutura de ponderação refeita pelos pesos do valor da transformação industrial (VTI) na industrial geral e em cada divisão (indústria extrativa e indústria de transformação) segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2019, ano de referência. O período anterior passou por procedimento de encadeamento entre a série mais recente e a anterior.
O gráfico a seguir explicita os patamares de produção em números-índices. Dos quatro segmentos da indústria geral por intensidade tecnológica, apenas a faixa de média-alta intensidade sofreu retração no primeiro trimestre. Entretanto mesmos segmentos da indústria de transformação que cresceram nessa base de comparação produziram menos do que nos períodos equivalentes dos anos de 2012 a 2015. E há ainda faixa de intensidade que não retomou o patamar de produção pré-pandemia: a indústria de alta intensidade não voltou a produzir o equivalente do primeiro trimestre de 2019.
A próxima tabela, a seu turno, expõe as variações da produção física da indústria geral por intensidade tecnológica obtidas para março, com foco nas comparações entre mês e primeiro trimestre/ acumulado até o terceiro mês e seus equivalentes de 2025, bem como entre os doze meses terminados em março e os doze meses anteriores.
A indústria de transformação de alta intensidade tecnológica cresceu 4,9% no primeiro trimestre, resultado puxado pelo avanço de 6,1% na comparação entre meses de março. Tais resultados contribuíram para que, em doze meses, lograsse taxa positiva embora modesta: 0,7%. Em março, a indústria farmacêutica e o complexo eletrônico cresceram bem, com o último puxando o desempenho. No acumulado do ano, a indústria farmacêutica foi protagonista do avanço da faixa de alta intensidade como um todo, com o complexo eletrônico sofrendo recuo. Nessas duas bases comparativas, a fabricação de aviões contribuiu para o crescimento, já a de suas peças e acessórios declinou, conforme o IBGE. Em doze meses, a indústria de alta intensidade cresceu puxada pelo ramo farmacêutico, com o complexo eletrônico se retraindo.
A produção da indústria de transformação de média-alta logrou a maior taxa de crescimento em março, 7,8%, dentre as faixas de intensidade tecnológica. Mas não impediu as retrações no primeiro trimestre e em doze meses, quedas de 1,6% e de 0,7%, respectivamente. No contraponto entre meses de março, a expansão foi puxada pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, por seu peso e taxa de dois dígitos, e pela produção de instrumentos e material de uso médico, odontológico e de artigos óticos, com a maior taxa. Só a fabricação de máquinas e equipamentos não especificados noutras atividades se retraiu em março. Aliás, esse ramo puxou a contração da faixa de média-alta no primeiro trimestre, juntamente com a indústria química e a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Esse último, por sua vez, registrou a maior retração em doze meses. Nessa base de comparação só a produção de I&M médicos, odontológicos e artigos logrou expansão.
A indústria de média intensidade também cresceu nas três bases comparativas em foco. Contrapondo meses de março, cresceu 1,9%, propiciando variação positiva no primeiro trimestre: 0,1%. Em doze meses, sua produção aumentou 1,5%. Seu ramo mais expressivo, a metalurgia, apresentou desempenho distinto com redução na produção em março e no primeiro trimestre, embora tenha ficado praticamente estável em doze meses, com variação positiva.
A atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos e a fabricação de produtos de borracha e de materiais plásticos lograram expansão nas três bases de comparação. A fabricação de produtos de minerais não metálicos logrou expansão em março, mas com recuos no primeiro trimestre e em doze meses. Já a produção de bens diversos apresentou a maior taxa em março dentre os ramos da presente faixa de intensidade, sem impedir o sinal negativo no acumulado do ano, mas logrando incremento em doze meses.
A faixa de média-baixa intensidade cresceu 3,6% em março, puxando o resultado do primeiro trimestre, 2,4%. Ainda assim, em doze meses, registrou variação negativa, -0,6%. A extração mineral não só puxou os desempenhos de março e do primeiro trimestre dessa faixa, como antes visto, mas, com sua forte expansão, também arrefeceu a retração em doze meses do segmento. O conjunto de ramos da indústria de transformação dessa faixa de intensidade tecnológica produziu 3,3% a mais na comparação entre meses de março, importante para a taxa positiva de 0,3% no primeiro trimestre. Mas, em doze meses, retrocedeu 1,5%.
A indústria de alimentos, bebidas e fumo, principal ramo dessa faixa, cresceu 4,8% em março, elevando em 2,6% a produção no primeiro trimestre, números conducentes ao avanço em doze meses. Noutro extremo, a fabricação de produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e afins sofreu retração nas três bases comparativas.
Já a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis cresceu até bem em março e no acumulado do ano, mas, em doze meses, liderou a queda da indústria de média-baixa intensidade. O conjunto das indústrias têxtil, de artigos de vestuário, de couros e calçados, bem como a fabricação de produtos de metal cresceram em março, porém sem impedir as retrações no primeiro trimestre e em doze meses.
Indústria de transformação de alta intensidade tecnológica
Em março último, a produção da faixa de alta intensidade tecnológica cresceu 6,1% frente ao mesmo mês do ano anterior. Esse aumento contribuiu para a expansão de 4,9% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2025. Contribuiu para tais avanços a produção de aviões, embora a fabricação de peças e acessórios não especificadas, para aeronaves, tenha diminuído, conforme aponta o IBGE. Em doze meses, o segmento de alta intensidade cresceu mais discretamente, 0,7%.
A fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos respondeu em larga medida por estes resultados. Em março, sua produção não avançou tanto, crescendo 4,2% vis-à-vis igual mês de 2025, embora com recuo na de 1,4% na passagem de fevereiro para março (série livre de sazonalidade). Já na comparação entre primeiros trimestres e em doze meses, a indústria farmacêutica liderou a performance da faixa de alta intensidade, avançando 14,3% e 4,9%, respectivamente.
Quanto ao complexo eletrônico, pelos dados dessazonalizados, sua produção retrocedeu 2,3% na passagem de fevereiro para março, conforme o IBGE. Contudo, no contraponto entre meses de março, liderou o desempenho do segmento de alta intensidade: 9,3%. Em que pese tanto, não foi o suficiente para evitar as quedas pelas comparações entre primeiros trimestres de 2026 e de 2025 (-2,1%) e em doze meses (-2,9%).
Dentro do complexo, a produção de equipamentos de áudio, vídeo, de comunicação e componentes eletrônicos, muitos dos quais usados noutras atividades, avançou dois dígitos, 14,9%, pela comparação entre meses de março e puxando a performance do complexo eletrônicos. Apesar dessa expressiva expansão, esse ramo sofreu retração quer na comparação entre primeiros trimestres (-0,8%), quer em doze meses (-2,8%).
No tocante à fabricação de material de escritório e informática, sofreu retração de 5,4% em março. No acumulado do ano, o recuo foi de 5,6%. Em doze meses, sua produção diminuiu ainda mais: taxa de -6,1%. Quanto à fabricação de equipamentos médico-hospitalares, instrumentos de precisão e material também registrou retração seja na comparação entre meses de março (-1,9%), seja entre primeiros trimestres (-5,2%). Porém, diferentemente dos dois outros ramos do complexo eletrônicos, apresentou variação positiva em doze meses, 0,7%.
Indústria de transformação de média-alta intensidade tecnológica
O faixa de média-alta intensidade tecnológica avançou 7,8% em março, o maior crescimento dentre os segmentos de intensidade tecnológica. Todavia, na comparação entre primeiros trimestres, sua produção retrocedeu 1,6%, puxando o desempenho em doze meses, com queda de 0,7%.
A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias observou expansão expressiva na comparação entre meses de março, 18,7%, puxando a performance da faixa de médiaalta intensidade como um todo. Cresceu também na passagem de fevereiro para março, 1,1% (dados dessazonalizados). Tais avanços contribuíram para que o ramo crescesse 2,2% no contraponto entre primeiros trimestres. Contudo tais taxas positivas não foram suficientes para propiciar incremento em doze meses, registrando queda de 1,3%.
Os dois ramos mais associados à indústria de bens de capital, fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos; e fabricação de máquinas e máquinas e equipamentos (M&E), tiveram em comum as retrações no acumulado do ano e em doze meses. Começando pela fabricação de M&E, em março sua produção diminuiu 1,6% em relação ao mesmo mês de 2025, embora tenha crescido 1,0% frente a fevereiro último pela série dessazonalizada. Na comparação entre primeiros trimestres, sofreu retração de 9,4%, levando à variação negativa em doze meses (-0,3%). A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos cresceu 1,4% na comparação entre meses de março, mesmo tendo recuado 3,9% na passagem de fevereiro para março (dados livres de sazonalidade). O avanço no comparativo entre meses de março não foi o suficiente para aumento na produção quer no acumulado do ano, recuo de 2,2%, quer em doze meses, queda de 3,5%.
A indústria química logrou expansão apenas nas comparações entre meses de março, 1,7%, e entre março e mês imediatamente anterior (série dessazonalizada), 4,0%. Contudo a performance ao serem contrapostos janeiro-março de 2026 e igual trimestre de 2025, sua produção caiu 2,5%, concorrendo para a retração de 0,8% em doze meses.
A fabricação de instrumentos e materiais (I&M) de uso médico e odontológico e artigos óticos foi o único ramo explicitado na tabulação da faixa de média-alta intensidade a crescer nas três bases comparativas em foco. Na comparação entre meses de março, registrou a maior expansão da média-alta intensidade, 21,4%. Esse avanço contribuiu para a expansão tanto entre primeiros trimestres, 5,1%, quanto em doze meses, 2,8%.
Indústria de transformação de média intensidade tecnológica
A produção física da faixa de média intensidade tecnológica aumentou 1,9% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, contribuindo para que, na comparação entre primeiros trimestres, ficasse praticamente estável, taxa positiva de 0,1%. Já, em doze meses, a indústria de média intensidade cresceu 1,5%.
A metalurgia, ramo de maior peso dentro do segmento de média intensidade, registrou retração de 0,4% na comparação entre meses de março, ainda que, na passagem de fevereiro para março, tenha crescido 1,2%. No primeiro trimestre, sua produção sofreu retração de 1,1% frente ao mesmo acumulado de 2025. Apesar desses resultados negativos, em doze meses, sua produção ficou estável, 0,2%.
A fabricação de produtos de minerais não metálicos até cresceu no confronto entre meses de março, 1,7%, mesmo com recuo de 0,6% em março frente a fevereiro último (série dessazonalizada). Tanto no contraponto entre primeiros trimestres quanto em doze meses, a produção desses itens declinou 1,0%.
A produção de bens diversos (exceto I&M médicos, de ótica e precisão) logrou boa performance em março frente a igual mês de 2025, 4,5%. Mas não foi o suficiente para que, no contraste entre primeiros trimestres, registrasse expansão, taxa de -0,8%. Já, em doze meses, ao crescer 4,6%, contribuiu para o crescimento da faixa de média intensidade como um todo.
Os dois outros ramos explicitados nas tabulações registraram comportamento similar. Em março, a fabricação de produtos de borracha e plásticos avançou 3,9% frente a igual mês de 2025, embora tenha sofrido retração de 1,1% em relação a fevereiro último pelos dados livre de efeitos sazonais. O crescimento pela comparação entre meses de março contribuiu para a taxa positiva pelo contraponto entre primeiros trimestres: 0,6%. Em doze meses, a produção do ramo em tela aumentou 1,1%.
A manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos cresceu nas três bases comparativas em foco, apesar do recuo de 3,9% em março frente a fevereiro (série dessazonalizada). Na comparação entre meses de março, sua produção avançou 4,4%, contribuindo para o crescimento de 4,1% no primeiro trimestre. Em doze meses, logrou expansão ainda maior, 7,7%. Assim, esse ramo liderou a expansão da indústria de média intensidade em termos de taxa.
Indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica
As atividades da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica cresceram 3,3% na comparação entre meses de março, capital para que essa faixa conseguisse taxa positiva no primeiro trimestre, 0,3%. Todavia tais números foram insuficientes para o resultado em doze meses: retração de 1,5%.
O agrupamento mais expressivo dentre os ramos da faixa média-baixa, o das indústrias de alimentos, bebidas e de fumo, cresceu 4,8% em março desse ano em relação a igual mês de 2025, liderando o crescimento da faixa de média-baixa intensidade. Contribuiu, assim, tanto para o avanço de 2,6% no acumulado do ano, quanto para o desempenho em doze meses, 1,7%. Ou seja, mesmo logrando expansão em doze meses, não impediu que a indústria de transformação de média-baixa como um todo recuasse nessa base comparativa.
A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis ampliou sua produção física em março, seja frente a fevereiro último pela série livre de sazonalidade, 2,2%, seja em relação ao mesmo mês de 2025, 4,2%. Desse modo, na comparação entre primeiros trimestres, cresceu 2,1%. Porém essa performance no início de 2026 não conseguiu levar sua produção em doze meses a uma taxa positiva, apresentando recuo de 5,1%. Assim esse ramo puxou a retração da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica em doze meses.
A produção das indústrias madeireira, de papel e celulose, gráficas e afins oi o único ramo dessa faixa de intensidade tecnológica a sofre retração nas três bases comparativas em foco. Registrou retração em março e no primeiro trimestre, taxas de 1,5% e de -3,3%, respectivamente. Dessa forma, janeiro-março concorreu para o recuo de 2,1% de sua produção em doze meses.
Os demais ramos do segmento de média-baixa intensidade tecnológica registraram taxas com os mesmos sinais nas três bases de comparação em foco. O conjunto das indústrias de têxteis, artigos de vestuário, couro e calçados cresceu 1,5% em março, mas sem impedir a queda de 5,7% no primeiro trimestre. Tal diminuição concorreu para o declínio de 1,2% em doze meses. A fabricação de produtos de metal (exceto armas, munições e equipamentos bélicos) cresceu 2,8% em março. Contudo, no primeiro trimestre e em doze meses, sofreu retrações, quer no acumulado do ano (-4,0%), quer em doze meses (4,2%).










