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                          Carta IEDI

                          Edição 1373
                          Publicado em: 21/08/2026

                          Exportações industriais pós pandemia: recuperação da alta e avanço da média-baixa intensidade tecnológica

                          Sumário

                          No primeiro semestre de 2026, as exportações da indústria brasileira somaram US$ 94,7 bilhões, um crescimento de +7,1% em relação a igual período do ano passado. Houve ainda aceleração, o que não é pouca coisa dado o cenário conturbado do comércio internacional. Em comparação com o pré-pandemia, isto é, vis-à-vis 1º sem/19, o avanço atingiu +52,4% em valores correntes.

                          Este ímpeto exportador – que evidentemente poderia ter sido melhor não fosse o Custo Brasil e o levante protecionista sobretudo dos EUA – não foi suficiente para compensar o aumento das nossas importações de bens industriais em relação ao pré-pandemia (+64,3%). Frente ao ano passado, pelo menos, estes desembarques acabaram crescendo (+5,9%) menos do que as exportações industriais. 

                          De todo modo, o saldo de bens industriais teve nova deterioração. Passou de um déficit de US$ 37 bilhões em jan-jun/25 para US$ 38,2 bilhões em jan-jun/26 (+3%). Em valores correntes, foi o pior resultado para um primeiro semestre da série histórica.

                          Esta Carta IEDI analisa a balança comercial de bens da indústria de transformação a partir de agregações por intensidade tecnológica, segundo metodologia difundida pela OCDE.

                          Os principais destaques positivos compreendem os grupos de alta e de média-baixa tecnologia. Lembramos que não existem produtos industriais de baixa intensidade tecnológica, de acordo com a versão mais atual da metodologia empregada.

                          Na alta tecnologia, destaca-se o fato de que nossas exportações finalmente superaram o patamar pré-pandêmico. Para um acumulado do primeiro semestre, 2026 foi a primeira vez que registrou valor acima daquele de 2019: US$ 4,4 bilhões ante US$ 4,3 bilhões. Ou seja, 2,8% superior. Frente a jan-jun/25, o avanço foi expressivo: +33%.

                          Na origem disso estão os embarques de aeronaves, que voltaram a registrar valores acima de dois bilhões de dólares no primeiro semestre. Cabe observar que estes bens respondem tradicionalmente por mais da metade dos embarques de alta intensidade tecnológica (60% na média 2010-2026).

                          A balança de alta tecnologia continua bastante deficitária, mas entre jan-jun/25 e jan-jun/26 a maior exportação ajudou a reduzir o déficit de US$ 25,1 para US$ 22,3 bilhões. As importações também contribuíram para isso, já que encolheram -2,9%. Mas se olharmos para o patamar pré-pandemia a piora foi substancial. As importações avançaram +60% e o déficit do grupo, +79%.

                          Em uma perspectiva mais de longo prazo, importações e déficits crescentes neste grupo refletem mais diretamente a defasagem tecnológica da estrutura produtiva. O saldo piorou em todos os ramos que o compõem, sobretudo farmacêutica e eletrônicos. Aeronaves também se tornou deficitária a partir de jan-jun/20, mas seu saldo melhorou bastante agora na primeira metade de 2026.

                          Outro destaque positivo cabe ao forte aumento do superávit do grupo de média-baixa tecnologia: +111% entre jan-jun/19 e jan-jun/26. Suas exportações subiram +77,5% ante +48,3% de suas importações. A comparação recente indica reação das exportações (+6,4% em jan-jun/26 ante -0,9% em jan-jun-25), fazendo seu superávit crescer +3,4% ante o ano passado, ainda que as importações tenham passado a correr na frente (+10,6%).

                          Dois fatores se destacam para isso: aumento expressivo dos embarques de alimentos, bebidas e fumo, que mais do que dobraram entre jan-jun/19 e jan-jun/26, e as exportações de derivados de petróleo e biocombustíveis (+2,5x), que só em relação ao primeiro semestre de 2025 teve alta de +27%, na esteira da crise no Oriente Médio e do aumento de preço do petróleo. O déficit de derivados de petróleo e biocombustíveis caiu -39% ante jan-jun/19.

                          Os destaques negativos cabem aos grupos intermediários: o déficit dos bens da indústria de média-alta tecnologia cresceu +103% em contraste com jan-jun/19 e o superávit da média tecnologia encolheu -44%. Na comparação mais de curto prazo, com o primeiro semestre de 2025, a média-alta continuou ampliando seu déficit, mas a média teve melhora de sua balança, apoiada na reação de bens da metalurgia.

                          Na média-alta, assim como na alta, a piora do saldo reflete avanços tecnológicos externos e estratégias agressivas de ganho de maket share de empresas estrangeiras. A piora mais profunda coube a veículos, cujo déficit se multiplicou por 4 entre jan-jun/19 e jan-jun/26. Em relação ao ano passado, dobrou. Muito disso deve-se à importação de veículos elétricos, derivada inclusive da antecipação de desembarques antes do aumento das tarifas de importação.

                          Já na média, devido à influência do preço do petróleo, a principal involução veio de borracha e plástico, cujo déficit dobrou entre o primeiro semestre de 2019 e de 2026 e cresceu quase +30% em relação ao ano passado. A importação desse ramo cresceu +65% no período e +15% em contraste com jan-jun/25. 

                          O efeito disso sobre o desempenho total do grupo de média tecnologia foi parcialmente mitigado pela evolução da metalurgia, cujo superávit cresceu +15,2% entre jan-jun/19 e jan-jun/26 e +26% frente ao primeiro semestre de 2025. Suas exportações progrediram +44,2% e +16%, respectivamente.

                          Bens típicos da indústria de transformação e a balança comercial

                          O Brasil, no primeiro semestre de 2026, registrou superávit comercial de US$ 42,4 bilhões, superando bem os resultados em dólares correntes de seus equivalentes nos dois anos anteriores, ficando abaixo do saldo de janeiro-junho de 2023. As exportações avançaram 11,5%, de US$ 165,7 bilhões para US$ 184,8 bilhões, enquanto as importações cresceram 5,1%, para US$ 142,4 bilhões. Ambos os fluxos foram recordes em dólares correntes para primeiro semestre.

                          O maior saldo foi alcançado com superávit de US$ 80,5 bilhões dos demais produtos, mormente agropecuários, da pesca e minerais, sem igual na série em dólares correntes para primeiro semestre. Suas exportações em dólares correntes tiveram aumento de dois dígitos, 16,5%, atingindo US$ 90,1 bilhões, patamar recorde em dólares correntes. Já suas importações retrocederam 5,3%, ficando em US$ 9,6 bilhões.

                          Os produtos tipicamente oriundos da indústria de transformação experimentaram aumento no déficit frente a igual período de 2025, com aumento de sua grandeza de US$ 37,0 bilhões para US$ 38,2 bilhões, déficit recorde para primeiro semestre pela série em dólares correntes. As exportações até cresceram, 7,1%, chegando a US$ 94,7 bilhões. As importações, a seu turno, cresceram 5,9%, para US$ 125,7 bilhões. Os dois fluxos foram os de maior magnitude em suas respectivas séries em dólares correntes para acumulado do ano até junho.

                          Em suma, o saldo dos bens típicos da indústria de transformação se deteriorou frente ao primeiro semestre do ano anterior pelo quarto ano seguido. Apesar de tanto, suas exportações em dólares correntes cresceram mesmo com os desafios do cenário externo, incluindo também os conflitos no Oriente Médio que se somaram à guerra na Ucrânia. E desde o ano passado a postura do governo dos EUA tem sido de ampliar as dificuldades de acesso de produtos brasileiros a seu território, destino importante da pauta exportadora brasileira, a exemplo dos aviões e bens intermediários da indústria de transformação. 

                          Ademais, a expansão das exportações brasileiras se deu antes da nova imposição de tarifas de importação pela presidência dos Estados Unidos ao Brasil: tarifa de 25% a partir de 22 de julho último, com base na Seção 301 e nova tarifa adicional de 12,5% a partir de 24 de julho, esta válida para países que os EUA considerem ineficientes no combate ao trabalho forçado. 

                          Ainda que vários produtos tenham ficado de fora dessas sobretaxas, como aeronaves, petróleo e importantes produtos agropecuários, determinados setores como os de autopeças, máquinas e equipamentos, calçados, madeira deverão sentir o efeito dessas medidas a partir de agosto principalmente.

                           

                           

                          Atendo-se ao segundo trimestre do ano, o superávit de US$ 28,1 bilhões superou tanto o do primeiro trimestre último, quanto o obtido em abril-junho dos dois anos anteriores, ficando aquém do resultado para o mesmo período de 2023. As exportações avançaram 15,1%, frente ao segundo trimestre de 2025, atingindo pela primeira vez, num trimestre convencional, a casa dos cem bilhões, US$ 102,3 bilhões. As importações cresceram 8,7%, chegando a US$ 74,2 bilhões. 

                          Em abril-junho de 2026, o superávit também se deveu aos demais produtos (bens agropecuários e minerais em destaque): saldo de US$ 46,4 bilhões. As exportações desses produtos em relação ao segundo trimestre de 2025 aumentaram 19,2%, para US$ 51,4 bilhões. As importações ficaram praticamente estáveis, taxa positiva de 0,3%, porém frente a uma base comparativa relativamente baixa.

                          Quanto aos bens típicos da indústria de transformação, suas exportações cresceram 11,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, chegando a US$ 50,9 bilhões. Suas importações aumentaram 9,4%, para US$ 69,3 bilhões, o maior montante importado em dólares correntes para segundo trimestre da série. Desse modo, o déficit aumentou de US$ 17,6 bilhões em abril-junho de 2025 para US$ 18,3 bilhões no segundo trimestre de 2026.

                           

                           

                          A balança por intensidade tecnológica

                          A classificação por intensidade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) ou tecnológica mais recente, constante de publicação da OCDE, abrange todas as atividades econômicas, não só as da indústria de transformação do esforço anterior. Ademais, se antes eram quatro faixas de intensidade (alta, média-alta, média-baixa e baixa), passaram a ser cinco segmentos: de alta intensidade, de média-alta, média, média-baixa e de baixa intensidade de P&D. No caso dos bens da indústria de transformação, estão presentes nas quatro primeiras faixas. Não há bens dessa atividade na de baixa intensidade.

                          Na faixa de alta intensidade, as atividades da indústria de transformação são as mesmas da classificação anterior. Acompanhando-as estão duas de serviços, P&D científico e publicação de software. A partir da divulgação na plataforma Comexstats dos dados de exportação e importação segundo a Classificação Industrial Internacional Uniforme, pode-se averiguar que não houve transações de produtos oriundos de tais serviços na balança comercial. 

                          No segmento de média-alta, dois agrupamentos de bens foram acrescidos àqueles tipicamente fabricados por atividades dessa faixa: equipamento bélico pesado, armas e munições; e instrumentos e materiais de uso médico e odontológico e artigos óticos. Ademais os serviços de tecnologia de informação (TI) e prestação de serviços de informação passaram a compor o segmento de média-alta, embora não tenham itens transacionados na balança comercial. 

                          Quanto ao segmento de média intensidade, guarda semelhança com a versão anterior da faixa de média-baixa intensidade, sendo que, o grupo dos produtos metálicos e da metalurgia foi dividido, ficando na faixa de média, apenas os da metalurgia. Também abarca os produtos diversos e a atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos. Esta é a única faixa na qual todas as atividades são da indústria de transformação. 

                          Já a faixa de média-baixa intensidade conta com boa parte dos ramos da indústria de transformação que, antes, eram considerados de baixa intensidade (a exceção ficou por conta dos bens diversos, que foi para a de média intensidade), com a adição dos produtos de metal e da fabricação de coque, derivados de petróleo refinado e demais combustíveis. O segmento de média-baixa conta ainda com os serviços profissionais, científicos e técnicos; telecomunicações; e edição (com ou sem impressão), e com a indústria extrativa (extração mineral).

                          A faixa de baixa intensidade tecnológica não abarca nenhuma atividade da indústria de transformação, embora encampe duas atividades industriais: construção; e a produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos. A agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura também compõe essa faixa, afora os serviços que não foram mencionados acima.

                           

                          Com base em tanto, a balança comercial brasileira pode ser esmiuçada a partir da versão atualizada da taxonomia por intensidade tecnológica, tendo por base os esforços de P&D.

                          Tomando o primeiro semestre, o intercâmbio de bens produzidos por atividades classificadas como de alta intensidade tecnológica, todas da indústria de transformação, registrou déficit de US$ 23,2 bilhões, menor do que o déficit registado no mesmo acumulado de 2025. As exportações desses bens cresceram 33,1%, atingindo US$ 4,4 bilhões. Tal aumento foi observado em seus três ramos, com notável destaque para o avanço exportador 52,9% em equipamentos aeronáuticos e aeroespaciais, que inclui suas partes e peças. 

                          As importações da faixa de alta intensidade retrocederam 2,9%, devido à retração nas aquisições justamente desses equipamentos e seus componentes. As importações de bens do complexo eletrônico e de produtos farmacêuticos e farmoquímicos cresceram na casa dos dois dígitos, ampliando seus respectivos déficits. O déficit dos eletrônicos respondeu por 61,1% do saldo deficitário citado. Aeronaves e seus componentes foram o ramo que reduziu o déficit da faixa como um todo.

                          A faixa de média-alta intensidade encerrou o semestre com saldo negativo de US$ 45,4 bilhões, o maior déficit para primeiro semestre da série em dólares correntes e o maior dentre as cinco faixas de intensidade tecnológica no acumulado de 2026. 

                          Suas exportações cresceram modicamente, 0,5% frente a igual período de 2025, para US$ 21,2 bilhões, mas o suficiente para ser o maior montante exportado na série em dólares correntes para janeiro-junho. Tal aumento foi liderado por máquinas e equipamentos mecânicos ou não especificados noutras atividades; por máquinas, aparelhos e materiais elétricos; e por equipamentos ferroviários e outros de transporte, este com taxas de dois dígitos. As vendas de químicos também aumentaram. 

                          As importações do segmento de média-alta, por sua vez, avançaram 8,4%, com expansão em praticamente todos os seus ramos. Destaque para a elevação em 33,5% nas aquisições externas de veículos automotores, reboques e carrocerias. Os produtos químicos se mantiveram como o mais deficitário dos ramos dessa faixa, respondendo por 43,6% do mesmo. Equipamentos bélicos pesados, armas e munições se mantiveram como o único ramo superavitário.

                          Já a balança dos produtos tipicamente oriundos de atividades de média intensidade tecnológica, todas da indústria de transformação, registrou saldo positivo de US$ 1,6 bilhão, US$ 1,0 bilhão a mais do que no primeiro semestre de 2025. Suas exportações cresceram 12,6%, chegando a US$ 17,3 bilhões. 

                          As importações, por sua vez, aumentaram 6,0%. O aumento desse superávit decorreu, sobretudo, do saldo maior em produtos metalúrgicos, aliás o único ramo superavitário dessa faixa de intensidade tecnológica, cujas exportações cresceram dois dígitos. 

                          Contribuíram ainda para o superávit maior, a redução nos déficits de embarcações e equipamentos navais e náuticos, único ramo cujas importações recuaram, e de produtos diversos. Por outro lado, os produtos de minerais não-metálicos registraram déficit, o que não ocorria para janeiro-junho desde 2014. Ademais os produtos de borracha e de material plásticos apresentaram déficit de US$ 2,7 bilhões, o maior em dólares correntes para primeiro semestre de sua história.

                          Quanto ao segmento dos bens típicos das atividades de média-baixa intensidade tecnológica, seu superávit alcançou US$ 69,3 bilhões na metade inicial de 2026, recorde para janeiro-junho na série em dólares correntes para primeiro semestre. Suas importações cresceram 7,9%, enquanto as exportações avançaram 14,2%, atingindo US$ 98,3 bilhões, patamar também recorde. As exportações de minérios avançaram 24,2%, para US$ 46,4 bilhões, aumentando seu superávit para US$ 40,5 bilhões, ambas grandezas sem iguais em suas respectivas séries em dólares correntes. As exportações dos bens da indústria de transformação dessa faixa cresceram 6,4%, para US$ 51,8 bilhões, alcançando pela primeira vez o patamar de 50 bilhões de dólares correntes. Tal aumento contribuiu para o superávit de US$ 28,8 bilhões. 

                          A expansão exportadora teve como protagonistas coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, taxa de 27,4%; produtos de metal, taxa de 15,1%; e bens alimentícios industriais, bebidas e fumo, 6,6% pelo seu peso. As exportações dos demais ramos caíram, sendo estes compostos por produtos afetados pelos tarifaços adotados pelos EUA contra exportações brasileiras: artigos têxteis, de vestuário, de couro e calçados; produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e impressos. As importações dos bens da indústria de transformação de média-baixa intensidade cresceram 10,6%, com todos os ramos concorrendo para tanto. 

                          Em termos de saldo, o principal ramo da indústria de transformação dessa faixa, o de bens alimentícios industriais, bebidas e tabaco registrou superávit recorde de US$ 28,8 bilhões, puxando o superávit do segmento de média-baixa. O outro ramo superavitário, de produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e impressos, registrou redução em seu saldo. Dentre os ramos deficitários, apenas o de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis logrou uma diminuição em sua magnitude na comparação entre primeiros semestres.

                          Já o segmento de baixa intensidade, na qual se destacam os produtos agropecuários e pescados, observou superávit de US$ 39,7 bilhões, abaixo apenas do recordista primeiro semestre de 2023. Suas exportações cresceram 9,0%, chegando a US$ 42,8 bilhões. Dada a pouca expressão dos bens oriundos da produção e distribuição de eletricidade, gás e água e daqueles originados por serviços, os aumentos no superávit e nas exportações foram liderados pelos gêneros agropecuários e da pesca e aquicultura, com superávit de US$ 39,9 bilhões e avanço exportador de 9,2%, para US$ 42,6 bilhões. Notar que essa faixa não inclui bens da indústria de transformação.

                           

                           

                          Passando para a comparação entre abril-junho de 2026 e igual período de 2025, o déficit da faixa de alta intensidade diminuiu de US$ 12,7 bilhões para US$ 11,8 bilhões. As vendas externas aumentaram 12,9%, para US$ 2,2 bilhões. Tal ampliação nas exportações foi disseminada entre seus ramos, sobressaindo as de equipamentos aeronáuticos e seus componentes. As importações caíram 3,3%, puxadas pela retração de quase 60% em aeronaves e afins. Aliás o déficit desse ramo caiu US$ 2,55 bilhões As aquisições externas de produtos farmacêuticos e de bens do complexo eletrônico cresceram, ampliando seus respectivos déficits.

                          Quanto à faixa de média-alta, apresentou intercâmbio deficitário de US$ 25,2 bilhões, déficit recorde para trimestre convencional em dólares correntes. As exportações cresceram 4,6%, chegando a US$ 11,8 bilhões. Os ramos com aumento exportador foram equipamentos de transporte ferroviários e outros (128,4%, mas de pouco peso); máquinas e equipamentos mecânicos ou não especificados noutras atividades máquinas (22,6%); produtos químicos (11,1%); e aparelhos e materiais elétricos (9,6%). As importações de mercadorias dessa faixa cresceram 12,5%, com todos os ramos concorrendo para tanto. Os destaques no incremento importador foram equipamentos bélicos, armas e munições, com taxa de três dígitos, mas sobre uma base diminuta; e veículos automotores, reboques e carrocerias, com impressionante aumento de 40,3%.

                          Abril-junho de 2026 para a faixa de média intensidade foi superavitário, US$ 2,4 bilhões, contrabalançando o déficit do primeiro trimestre do ano e superando bem o superávit do mesmo período de 2025. Suas exportações aumentaram 15,26% frente a abril-junho de 2025, chegando a US$ 8,9 bilhões, o que foi disseminado no segmento. Há de se destacar a ampliação nas vendas externas de produtos metalúrgicos, 17,3%, pelo seu peso, com as vendas de embarcações e afins e de produtos diversos logrando taxas ainda maiores. As importações, por sua vez, cresceram 10,6% na comparação entre segundos trimestres de 2026 e de 2025, puxada por produtos de borracha e por produtos de minerais não metálicos, ambos os ramos com taxas de dois dígitos. Somente as importações de equipamentos navais e náuticos sofreram retração.

                          Quanto aos fluxos comerciais da faixa de média-baixa intensidade tecnológica no segundo trimestre de 2026, suas exportações, US$ 53,4 bilhões, cresceram 18,0% frente a abril-junho de 2025. As exportações de minérios lideraram essa alta, 24,3%, atingindo US$ 25,3 bilhões, montante recorde para primeiro semestre. As vendas externas de produtos da indústria de transformação dessa faixa também avançaram bem, 12,7%, para US$ 28,0 bilhões. 

                          Desse modo, o superávit de todos os produtos do segmento de média-baixa intensidade alcançou US$ 38,6 bilhões, recorde em dólares correntes para trimestres convencionais. O saldo de minérios atingiu também recorde para trimestres convencionais, US$ 22,2 bilhões, enquanto o superávit de bens da indústria de transformação dessa faixa chegou a US$ 16,4 bilhões, o maior em dólares correntes para abril-junho. O fato é que as importações do segmento caíram ainda mais (-13,9%) com as importações de minérios e de bens dos ramos da indústria de transformação dessa faixa também se retraindo. A indústria de alimentos, bebidas e fumo ampliou seu já expressivo superávit, enquanto o complexo madeireiro, de mobiliário, papel e celulose registrou superávit menor do que no mesmo trimestre de 2025.

                          A faixa de baixa intensidade logrou uma ampliação de US$ 3,4 bilhões em seu superávit frente ao segundo trimestre de 2025, alcançando US$ 24,0 bilhões. Tal ampliação foi uma combinação de avanço exportador de 14,2%, chegando a US$ 25,6 bilhões, com retração nas importações de 13,0%. Tal comportamento foi e tem sido ditado pelos gêneros agropecuários.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de alta intensidade tecnológica

                          Na metade inicial de 2026, como visto antes, o déficit dos produtos da indústria de transformação de alta intensidade diminuiu frente a igual período de 2025, para US$ 23,2 bilhões. A redução do déficit decorreu da combinação entre avanço exportador e retração nas importações. As exportações da faixa de alta intensidade tecnológica cresceram 33,1%, alcançando US$ 4,4 bilhões. 

                          Os três ramos que formam esse segmento lograram avanço exportador. Destaque para o de equipamentos aeronáuticos e aeroespaciais, principalmente aeronaves, que inclui suas partes e peças: suas exportações avançaram 52,9%, para US$ 2,8 bilhões. As exportações de produtos farmacêuticos cresceram 6,8%, enquanto as de bens do complexo eletrônico, 8,6%. Juntos esses dois ramos chegaram a US$ 1,6 bilhão exportados. 

                          Já as aquisições externas de bens típicos da faixa de alta intensidade tecnológica recuaram 2,9%. Tal diminuição foi puxada pela redução em 52,5% nas importações de aeronaves e suas partes e peças. Por outro lado, as compras do exterior de produtos eletrônicos, incluindo componentes, e as de produtos farmacêuticos cresceram na casa dos dois dígitos: 14,0% e 13,9%, respectivamente. 

                          Ou seja, a redução no déficit do segmento de alta intensidade se deveu exclusivamente às aeronaves e suas partes e peças, embora ainda tenha registrado saldo negativo, assim como os demais. Aliás, o déficit em produtos farmacêuticos respondeu por mais de um terço, enquanto o de eletrônicos, por 61,1% do déficit da faixa de alta intensidade (déficit de US$ 14,2 bilhões).

                           

                           

                           

                          Em abril-junho, a balança dos produtos das indústrias de alta intensidade ficou deficitário em US$ 11,8 bilhões, déficit menor do que o observado no trimestre correspondente de 2025. Suas exportações cresceram 18,9%, chegando a em US$ 2,2 bilhões. As importações, a seu turno, caíram 3,3%, ficando em US$ 14,0 bilhões.

                          Os equipamentos aeronáuticos e aeroespaciais experimentaram déficit de US$ 265 milhões em abril-junho, magnitude US$ 2,55 bilhões menor do que em igual trimestre de 2025. Suas exportações avançaram 25,6%, alcançando US$ 1,4 bilhão. Já as aquisições do exterior declinaram 58,3%, ficando em US$ 1,6 bilhão.

                          Como tem sido recorrente, os bens típicos do complexo eletrônico concorreram sobremaneira para essa balança negativa dos produtos da indústria de alta intensidade tecnológica, déficit de US$ 7,4 bilhões. As exportações cresceram 12,7%, chegando a apenas US$ 474 milhões, mesmo com esse aumento de dois dígitos. Suas importações aumentaram ainda mais, 23,3%, para US$ 7,9 bilhões.

                          Os produtos farmacêuticos experimentaram saldo negativo de US$ 4,1 bilhões. Suas vendas externas aumentaram 5,3%, chegando a US$ 358 milhões. As importações desses bens, por sua vez, avançaram 7,0%, atingindo US$ 4,5 bilhões.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de média-alta intensidade tecnológica

                          O segmento de média-alta intensidade experimentou déficit de US$ 45,4 bilhões na metade inicial de 2026, o maior déficit dentre todas as faixas de intensidade e o maior de toda a sua série para primeiro semestre em dólares correntes. Suas exportações ficaram praticamente estáveis, 0,5%, frente ao mesmo acumulado do ano anterior, chegando a US$ 21,2 bilhões. As importações cresceram 8,4%, para US$ 66,6 bilhões, novo recorde para janeiro-junho em dólares correntes. 

                          Os produtos da indústria automobilística registraram impressionante saldo negativo de US$ 10,0 bilhões, o maior já observado para acumulado até junho em dólares correntes. Suas exportações retrocederam 11,9%, para US$ 7,0 bilhões, enquanto as importações avançaram 33,5%. 

                          Os equipamentos ferroviários e outros de transporte (motocicletas etc.) observaram déficit de US$ 878 milhões, o maior registrado na série em dólares correntes, mesmo com avanço de 69,1% nas exportações, chegando a US$ 229 milhões, por conta do aumento de 14,2% em suas importações, mas sobre uma base bem maior.

                          Os dois grupamentos ligados a bens de capital apresentaram déficits menores com aumento em seus fluxos comerciais frente ao primeiro semestre de 2025. Contudo o déficit em máquinas e equipamentos não especificados noutras atividades, M&E, diminuiu de US$ 9, bilhões para US$ 9,1 bilhões. Suas vendas externas cresceram 17,1%, atingindo US$ 5,6 bilhões, o maior montante exportado em dólares correntes já obtido para janeiro-junho. Suas importações cresceram 1,4% na mesma base comparativa. 

                          Já os materiais e equipamentos elétricos observaram déficit de US$ 4,5 bilhões, exportando US$ 2,2 bilhões, aumento de 6,6% frente a igual acumulado de 2024. Suas importações tiveram variação de 0,8%.

                          Quanto aos produtos químicos, experimentaram saldo negativo de US$ 19,8 bilhões, respondendo por 43,6% do déficit de toda a faixa de média-alta intensidade tecnológica. Suas exportações ficaram praticamente estáveis, 0,8%, chegando a US$ 5,7 bilhões. Quanto às suas importações, aumentaram 1,5%, chegando a US$ 25,5 bilhões.

                          Os instrumentos e materiais médico-hospitalares e artigos óticos registraram déficit de US$ 1,2 bilhão, com ampliação de 4,0% nas exportações, mas chegando a apenas US$ 272 milhões. Suas importações cresceram 6,1%.

                          Por fim, o saldo dos equipamentos bélicos, armas e munições foi o único ramo dessa faixa de intensidade tecnológica a lograr superávit, US$ 49 milhões. O saldo positivo foi obtido mesmo com as exportações desses itens retrocedendo 10,4%, ficando em US$ 182 milhões. Suas importações também diminuíram, taxa de -3,6%.

                           

                           

                           

                          No segundo trimestre, o déficit da faixa de média intensidade tecnológica foi de US$ 25,2 bilhões, o maior já registrado para trimestre convencional na série em dólares correntes. Suas exportações cresceram 4,6% bem em relação ao mesmo período de 2025, subindo para 1183 bilhões. Contudo as importações dos bens típicos desse segmento de intensidade avançaram na casa dos dois dígitos, 12,5%, e sobre uma base de comparação maior.

                          O ramo mais deficitário dessa faixa, o de produtos químicos (exclusive farmacêuticos), apresentou saldo negativo de US$ 11,1 bilhões, 43,9% do déficit dos bens média-alta intensidade tecnológica. Suas vendas externas até cresceram bem, 11,1%, exportando US$ 3,2 bilhões. As importações cresceram 3,7%, no contraponto entre segundos trimestres, alcançando US$ 14,2 bilhões.

                          Os equipamentos de transporte fabricados por indústrias de média-alta intensidade tecnológica totalizaram déficit de US$ 7,1 bilhões em abril-junho de 2025. Os automóveis, reboques e carrocerias responderam por US$ 6,8 bilhões deste montante, mais do que dobrando o déficit registrado no mesmo trimestre de 2025. As exportações destes últimos foram de US$ 3,9 bilhões, queda expressivo de 12,5%. Quanto a suas importações, avançaram de modo expressivo, 40,3%. 

                          Quanto aos equipamentos ferroviários e outros de transporte (motocicletas, entre outros), suas exportações aumentaram 128,4%. Embora seja mais que o dobro do que foi exportado em abril-junho de 2025, alcançou apenas US$ 152 milhões. Já as importações cresceram menos, 6,4%, levando a uma redução no déficit de US$ 395 milhões para US$ 340 milhões no segundo trimestre de 2026.

                          A balança comercial de máquinas e equipamentos mecânicos ou não especificados noutros segmentos e a de máquinas elétricas registraram déficits de US$ 4,4 bilhões e de US$ 2,1 bilhões, respectivamente. As exportações de M&E avançaram 22,6% em relação a abril-junho de 2025, com vendas de US$ 3,2 bilhões. Já suas importações cresceram menos, 3,7%, reduzindo ligeiramente seu déficit frente a igual período do ano passado. Quanto às exportações de aparelhos e materiais elétricos cresceram 9,3%, para US$ 1,2 bilhão, enquanto as aquisições externas aumentaram 4,7%.

                          Quanto aos I&M de uso médico e odontológico e artigos óticos, o país exportou US$ 136 milhões no segundo trimestre de 2026, redução de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Suas importações cresceram 5,1%, atingindo US$ 709 milhões. Assim seu déficit foi de US$ 573 milhões, acima do registrado em abril-junho de 2025, mas menor do que o déficit observado no primeiro trimestre.

                          A balança de equipamentos bélicos, armas e munições logrou superávit de US$ 36 milhões no segundo trimestre de 2026, aquém do logrado em abril-junho de 2025. Suas exportações recuaram 8,5%, ficando em US$ 119 milhões, enquanto suas importações avançaram 126,4%.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de média intensidade tecnológica

                          As exportações em dólares correntes de bens produzidos por indústrias de média intensidade tecnológica avançaram 12,6% no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo acumulado do ano anterior, atingindo US$ 17,3 bilhões. As importações aumentaram 6,0%. Desse modo, o intercâmbio desses produtos apresentou superávit de US$ 1,6 bilhão, US$ 1,0 bilhão acima do superávit obtido em janeiro-junho de 2025.

                          As exportações de embarcações e demais produtos do setor naval-náutico foram ampliadas em 18,8%, porém significando somente US$ 33 milhões. Apesar de tanto, interrompeu uma sequência de dois anos de retração exportadora no primeiro semestre. Suas importações declinaram 7,3% na comparação entre seis primeiros meses de 2026 e de 2025. Essa combinação e resultados propiciou redução no déficit, de US$ 2,8 bilhões em janeiro-junho de 2025, para US$ 2,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, embora continue assaz expressivo.

                          O ramo mais superavitário da indústria de média intensidade tecnológica, o de produtos da metalurgia, logrou ampliar seu resultado em US$ 1,5 bilhão frente a janeiro-junho de 2025, alcançando superávit de US$ 7,4 bilhões, sendo o único ramo responsável pelo saldo positivo dessa faixa de intensidade tecnológica. As exportações brasileiras desses itens cresceram 16,0%, chegando a US$ 14,4 bilhões. Já suas importações aumentaram ,3%. 

                          O ramo de produtos minerais não-metálicos, costumeiramente superavitário, neste primeiro semestre, apresentou saldo negativo de US$ 6 milhões, déficit eu não ocorria desde janeiro-junho de 2014. Suas exportações retrocederam 6,9%, para US$ 1,1 bilhão, enquanto as importações cresceram 4,1%.

                          Os dois grupos de bens restantes registraram resultado negativo no acumulado até junho. O déficit dos produtos de borracha e material plástico atingiu US$ 2,7 bilhões, o maior da série em dólares correntes para primeiro semestre. Suas exportações diminuíram 1,8%, ficando em US$ 1,4 bilhão, enquanto as importações cresceram 14,9%. 

                          Já os bens diversos (exclusive I&M médicos e odontológicos e artigos óticos) tiveram déficit de US$ 565 milhões, um pouco menor do que o déficit obtido no mesmo acumulado de 2025. Suas exportações avançaram 19,8%, para US$ 355 milhões, enquanto suas importações cresceram 5,1%.

                           

                           

                           

                          Atendo-se ao segundo trimestre de 2026, as exportações de gêneros típicos da indústria de média intensidade tecnológica avançaram 15,2% na comparação com abril-junho de 2025, subindo para US$ 8,9 bilhões. As importações, por sua vez, aumentaram 10,6%. Dessa maneira, o superávit do segmento atingiu US$ 2,4 bilhões, praticamente US$ 600 milhões a mais do que o saldo positivo do mesmo período do ano passado, afora ter mais do que contraposto o déficit de US$ 722 milhões registrado no primeiro trimestre do ano. Isto é, o superávit do acumulado se deveu exclusivamente a abril-junho.

                          As exportações de embarcações e demais produtos da construção naval lograram aumento de 58,1%. Em que pese ser a maior taxa na comparação entre segundos trimestres de 2026 e de 2025 dentro os ramos da faixa de média intensidade tecnológica, suas exportações foram de apenas US$ 22 milhões. Suas importações, por sua vez, retrocederam 10,2%, para US$ 65 milhões, levando ao déficit de US$ 42 milhões no período. Ou seja, seu expressivo déficit no primeiro semestre foi devido a janeiro-março.

                          Os superavitários produtos metalúrgicos lograram saldo de US$ 3,9 bilhões, incremento de US$ 400 milhões frente ao superávit do segundo trimestre de 2025. Suas exportações avançaram 17,3%, para expressivos US$ 7,3 bilhões. As importações cresceram 6,2%. 

                          Os produtos de minerais não-metálicos registraram superávit de US$ 111 milhões, com exportações aumentando 6,6%, para US$ 646 milhões, e as importações crescendo 11,2%. Logo o déficit no semestre de produtos de minerais não-metálicos se deveu ao primeiro trimestre do ano.

                          Passando para os dois outros conjuntos de bens, os produtos de borracha e de material plástico apresentaram intercâmbio negativo de US$ 1,4 bilhão, com aumento de 2,0% nas vendas para o exterior, exportando, assim, US$ 786 milhões, e avanço de 20,6% nas importações. 

                          Quanto aos bens diversos, seu déficit de US$ 267 milhões foi acompanhado de aumento de 25,1%, nas exportações, para US$ 186 milhões, e incremento 5,6% nas importações.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica

                          As exportações de mercadorias produzidas pela indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica cresceram 6,4% no contraponto entre primeiros semestres de 2026 e 2025, atingindo pela primeira vez a casa dos US$ 50 bilhões, sendo mais preciso, US$ 51,8 bilhões. Tal desempenho exportador conduziu o intercâmbio desses bens ao superávit recorde em dólares correntes para janeiro-junho de US$ 28,8 bilhões. Isso mesmo com o aumento de 10,6% nas importações, mas sobre uma base mais modesta. 

                          Seu ramo mais pujante, o de produtos industriais alimentícios, bebidas e tabaco, exportou 6,6% mais na comparação entre primeiros semestres, alcançando US$ 34,0 bilhões, recorde para primeiro semestre em dólares correntes. Já suas importações aumentaram 2,0%. Tal combinação levou ao saldo de US$ 28,8 bilhões no acumulado, patamar sem igual para janeiro-junho. 

                          Já a balança de bens industriais madeireiros e seus derivados, incluindo produtos de papel, celulose e impressos obteve superávit de US$ 7,1 bilhões, menor do que o do igual período de 2025. Suas exportações recuaram 5,6% para US$ 8,2 bilhões. Tais produtos têm sido alvo dos tarifaços adotados pelos EUA contra exportações do Brasil. As importações desses itens cresceram 13,63%.

                          O intercâmbio de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis registrou déficit de US$ 2,2 bilhões, de expressão, mas foi o menor para janeiro-junho desde 2020 e deixou o posto de ramo mais deficitário da faixa de média-baixa intensidade tecnológica. Suas exportações avançaram 27,4%, atingindo US$ 7,3 bilhões, recorde em dólares correntes para primeiro semestre. Quanto às importações, cresceram 15,6%, chegando a US$ 9,5 bilhões.

                          O ramo dos artigos têxteis, de vestuário, de couro e calçados registrou déficit de US$ 2,5 bilhões, o maior déficit em dólares correntes para primeiro semestre de toda a série, tornando-se o ramo com maior déficit dessa faixa de intensidade tecnológica. As exportações desses itens diminuíram 10,3% pela mesma base comparativa, ficando em US$ 1,4 bilhão. Desde janeiro-junho do pandêmico 2020 o Brasil não exportava tão pouco. Suas importações cresceram 13,4%. 

                          O déficit dos produtos metálicos no primeiro semestre de 2026 também aumentou em relação ao mesmo acumulado de 2025, para US$ 2,3 bilhões, déficit recorde para tais bens e de magnitude superior ao déficit de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Nesse caso, as exportações cresceram bem, 15,1%, subindo para US$ 966 milhões, enquanto as importações, 7,2%, porém sobre uma base de maior expressão.

                           

                           

                           

                          Atendo-se ao segundo trimestre de 2026, o País exportou US$ 28,0 bilhões de bens tipicamente oriundos dos ramos da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica, ampliação de 12,7% em relação a abril-junho do ano passado, patamar sem igual na série em dólares correntes para trimestres convencionais. As importações desses produtos chegaram a US$ 11,6 bilhões, expansão de 12,7% frente a igual período de 2025, mas sobre base menor. Assim, o superávit atingiu US$ 16,4 bilhões no segundo trimestre, o maior da série para abril-junho em dólares correntes.

                          O intercâmbio de alimentos da indústria, bebidas e tabaco apresentou superávit de US$ 15,6 bilhões, também recorde para segundo trimestre em dólares correntes. Tal resultado decorreu do aumento de 9,9% nas exportações, atingindo US$ 18,2 bilhões, enquanto suas importações aumentaram 5,3%. Os produtos madeireiros, de papel e celulose também obtiveram superávit, de US$ 3,7 bilhões, um pouco abaixo do obtido em abril-junho de 2025. Suas exportações ficaram praticamente estáveis, variação de -0,4%%, ficando em 4,3 bilhões, enquanto suas importações cresceram 17,6%.

                          As vendas para o exterior de derivados de produtos de petróleo e afins avançaram 54,0%, alcançando US$ 4,2 bilhões no segundo trimestre do ano. Suas importações cresceram 27,7%. Assim, o déficit desse ramo diminuiu frente a igual trimestre de 2025, para US$ 860 milhões.

                          Passando para os dois outros agrupamentos de bens típicos da indústria de média-baixa intensidade, ambos registraram déficit. As vendas externas de produtos de metal, de US$ 547 milhões, representaram expansão de 23,2%. Já suas importações cresceram 6,2%. Tal combinação culminou no déficit de US$ 900 milhões, déficit menor do que o do segundo trimestre de 2025. Quanto aos artigos das indústrias têxtil, de vestuário, couro e calçados, seu déficit aumentou frente a abril-junho de 2025, para US$ 1,1 bilhão. Suas exportações encolheram 4,8%, ficando em US$ 733 milhões, enquanto as importações avançaram 18,1%.

                           

                           

                           

                           

                           

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                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1366 - Combustíveis e extrativa: destaques da indústria em abr/26
                          Publicado em: 15/06/2026

                          A indústria acelerou seu crescimento em abr/26, mas o impulso foi bastante concentrado em combustíveis e no ramo extrativo, indicando um quadro de frágil dinamismo.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1365 - Política Industrial e de Inovação nos Estados Unidos de Obama a Trump II: continuidade ou ruptura?
                          Publicado em: 12/06/2026

                          A trajetória da política industrial e de inovação nos EUA, de Obama a Trump II, conta com muitas continuidades, embora existam mudanças importantes de foco e de instrumentos.

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                          Carta IEDI n. 1364 - Finanças públicas: ações para controlar o déficit
                          Publicado em: 03/06/2026

                          Estudo realizado por Manoel Pires e Bráulio Borges indica ações de ajustamento fiscal, de modo a constituirmos um sistema fiscal mais eficiente, capaz de financiar políticas públicas de forma sustentável e de construir maior resiliência econômica para o país.

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                          Carta IEDI n. 1363 - Vetor de desenvolvimento: trajetórias industriais no Brasil e no mundo
                          Publicado em: 25/05/2026

                          Estudo analisa a evolução da produtividade e dos salários da indústria nos últimos vinte anos, verificando se apresentam contribuição ao desenvolvimento dos países.

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