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                          IEDI na Imprensa - Petróleo, minério, agro: veja como as commodities salvaram o PIB de um encolhimento no terceiro trimestre

                          Publicado em: 05/12/2025

                          O Globo

                          Ibovespa não para de bater recorde e já registra valorização de 36% em 2025. Expectativa é de maior alta com possível queda de juros. Entenda o que os números do IBGE têm a ver com isso

                          Mayra Castro e Vinicius Neder

                          A economia brasileira sofreu um freio entre julho e setembro. A demanda, principalmente o consumo das famílias, esfriou, e o Produto Interno Bruto (PIB, soma do valor de todos os bens e serviços produzidos pelo país) cresceu apenas 0,1% sobre o segundo trimestre, informou ontem o IBGE.

                          O resultado só ficou no campo positivo porque atividades ligadas a commodites agrícolas e minerais tiveram destaque nos números do PIB do terceiro trimestre.

                          Além do mercado de trabalho ainda robusto impedindo quedas em setores como o consumo das famílias, outros fatores que ajudaram a impedir uma queda do PIB do terceiro trimestre estão relacionados a uma maior produção de commodities.

                          O aumento na extração de petróleo e gás natural do Pré-Sal deu um impulso na indústria extrativa, que cresceu 1,7% no terceiro trimestre, alavancando todo o setor industrial, com alta de 0,8%.

                          O Brasil terminará o ano fora do grupo das dez maiores economias do mundo. Ultrapassado pela Rússia, o país cairá para o 11º lugar no ranking, segundo projeções do FMI citadas em relatório da agência de classificação de risco Austin Rating. Nas projeções de longo prazo do FMI, o Brasil seguirá em 11º lugar até 2030.

                          Freio no PIB era esperado

                          Diante da política de juros restritiva do BC, a freada no PIB já era esperada — projeções de analistas do mercado financeiro apontavam crescimento de 0,2%, segundo pesquisa do jornal Valor. Para conter a inflação, o BC subiu a taxa básica de juros (Selic) entre setembro de 2024 e junho último, de 10,5% ao ano para 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, no qual segue desde então.

                          A perda de fôlego do consumo fez a demanda doméstica como um todo frear, apesar dos resultados positivos dos investimentos (alta de 0,9% em relação ao segundo trimestre) e do consumo do governo (avanço de 1,3%). Segundo o IBGE, a desaceleração da economia só não foi maior porque a demanda externa deu sustentação.

                          Apesar do tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, as vendas externas de bens e serviços cresceram 3,3% no terceiro trimestre. Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o efeito do tarifaço foi pequeno porque exportadores redirecionaram suas vendas para outros países e a China ampliou as compras de matérias-primas, como soja e petróleo.

                          Agro e indústria extrativa se destacam

                          A demanda externa se refletiu na composição do desempenho dos setores pela ótica da produção. No geral, a agropecuária cresceu 0,4% ante o segundo trimestre, a indústria avançou 0,8%, e os serviços ficaram praticamente estáveis, com variação de 0,1% — reagindo ao enfraquecimento da demanda das famílias.

                          Os destaques positivos foram dois setores voltados para as exportações, a agropecuária e a indústria extrativa, que inclui a produção de petróleo e gás e minerais. Segundo o IBGE, os dois setores foram responsáveis por mais da metade do crescimento de 1,8% do PIB agregado na comparação com o terceiro trimestre de 2024.

                          A agropecuária saltou 10,1% sobre o terceiro trimestre de 2024. A indústria extrativa saltou 11,9% sobre um ano antes.

                          — A gente está vendo a indústria crescendo de forma um pouco mais robusta este ano. E o que tem segurado é a extrativa, com aumento significativo nas vendas, motivado por compras da China e extração do pré-sal. Olhando para a oferta, é o ponto que mais segura o PIB — disse Juliana Inhasz, economista do Insper. — As commodities são o nosso carro-chefe. E teve muita venda de minério, de petróleo, com essa aparente retomada do apetite chinês pelo produto brasileiro. Apesar da questão das tarifas, que estavam gerando incertezas, no final a gente viu uma exportação com fôlego.

                          Ela explica que os produtores mais dependentes da exportação para os Estados Unidos acabaram conseguindo direcionar a produção para outros mercados.

                          — Vendemos mais para a Europa, para a Ásia. Negociamos melhor com outros compradores, e o produto não sobrou, a gente conseguiu vender mais. O Brasil, no final das contas, conseguiu entrar em alguns espaços que talvez essa política do tarifaço tenha deixado no mercado internacional. A economia americana deixou de comercializar com outros países por conta dessas tarifas, e aí o Brasil entrou pegando esses mercados.

                          Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria, lembrou que a produção nacional de petróleo vem subindo mesmo numa tendência de queda nas cotações do barril:

                          — O que a gente leva em consideração no PIB é a produção. Claro que o efeito do preço afeta a expectativa de produção, mas o Brasil é bastante competitivo em petróleo.

                          A economista explica que, embora cerca de 40% do crescimento da exportação tenha vindo de petróleo e gás natural, a agropecuária também teve certa contribuição nisso, com boas safras de algodão e milho sendo exportadas.

                          — O agro também surpreendeu positivamente — disse Alessandra, que antes projetava queda de 1,8% para o setor no terceiro trimestre. — A gente está entendendo que ainda é também um pouco de resto de colheita dos outros trimestres, além da revisão do IBGE, que foi positiva para o agro.

                          Juliana Trece, pesquisadora do FGV Ibre, ponderou que o crescimento sustentado por essa demanda externa tende a ser pontual. Ela ressalva que esses números sustentados pela maior produção e exportação de commodities não estão tão associados ao ciclo econômico, são fatores mais pontuais, que não devem ter tanta contribuição nos próximos trimestres:

                          — É um desempenho muito independente do que está acontecendo com os juros, o que é bom, no momento em que a gente está nesse nível de desaceleração da economia por conta dos juros elevados, mas também gera um pouco de incerteza, a gente não sabe exatamente quando podemos contar com esses fatores.

                          Indústria em marcha lenta

                          Rafael Cagnin, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), vê um quadro de estagnação na indústria.

                          — Tudo isso indica uma acomodação da demanda interna. O dado positivo é a reação dos investimentos — afirmou Cagnin, ressaltando que a alta nos investimentos teve mais a ver com a construção civil e com obras de infraestrutura.

                          Isso é positivo, prosseguiu o economista, mas os juros altos inibem aportes das empresas em maquinário, importante para aumentar a produtividade e impulsionar a indústria.

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