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                          IEDI na Imprensa - Indústria lança menos produtos e cenário para 2026 é difícil

                          Publicado em: 19/01/2026

                          Valor Econômico

                          Após impacto em 2025, juros altos continuam a ser um dos desafios para o setor

                          Alessandra Saraiva

                          Em meio a um ano marcado por juros altos e o tarifaço de Donald Trump, a indústria brasileira reduziu em 13,8% o lançamento de produtos em 2025. Foi a mais forte queda anual em 15 anos. O cálculo é da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil e faz parte do Índice GS1 de Atividade Industrial. A edição de dezembro do de 2025 do indicador foi antecipada ao Valor.

                          A entidade brasileira representa a associação global GS1, responsável em atribuir código de barras para identificação de produtos, lotes e unidades logísticas em escala global. No país, são mais de 60 mil empresas associadas. Assim, por meio do indicador, a organização mapeia o ritmo de lançamento de produtos da indústria com base nos pedidos de códigos de barras.

                          O índice GSI de dezembro caiu 11,3% na comparação com novembro de 2025, com recuo de 12,6% em relação a dezembro de 2024. O indicador terminou 2025 em 103,18 pontos, menor patamar desde 2022 (100 pontos).

                          “Podemos dizer que 2025 foi de acomodação, com a indústria consolidando portfólios existentes e buscando maior sustentabilidade em vez de novos lançamentos em massa”, disse Marina Pereira, responsável por pesquisa & desenvolvimento (P&D) da GS1 Brasil. “A expectativa é que tenhamos um pouco desse reflexo [acomodação] em 2026 também.”

                          A provável continuidade, em 2026, de juros em patamares elevados é um dos fatores que levam Pereira a acreditar que a cadência de lançamentos na indústria não deve mudar muito este ano.

                          Há seis meses a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, maior patamar desde 2006. A Selic é usada pelo Banco Central para conter o avanço inflacionário, encarece e inibe o crédito e, assim, desacelera o ritmo de encomendas à indústria. “O empreendedor da indústria é afetado por comportamentos da economia”, afirma Pereira.

                          O longo período de juros em alta é um fator que não ajudou a indústria em 2025 e que deve impedir reação mais forte este ano, tanto de lançamentos de novos produtos como de produção industrial, diz Rafael Cagnin, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI).

                          “A indústria é um setor sensível a juros por vários motivos e é intensiva em capital”, diz Cagnin. “A atividade e o investimento de modernização das empresas são impactados pelo custo de capital. E sem um processo de modernização, sem viabilizar investimentos das empresas industriais, o desempenho de competitividade e produtividade fica aquém do desejável e do necessário.”

                          “Sem dúvida, os juros reais de dois dígitos praticados há algum tempo, neste último ciclo de aperto monetário, ajudam a explicar o desempenho do setor”, concorda Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos.

                          De janeiro a novembro de 2025 (dado mais recente), a produção industrial brasileira acumulou alta de 0,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Os dados até novembro mostram que a indústria brasileira ficou estacionada em 2025”, afirma Salto. “O que tem compensado é a taxa de câmbio relativamente competitiva, fator que favorece o setor produtivo exportador. Mas o quadro geral para indústria preocupa.”

                          O economsita não se mostra otimista em mudanças expressivas no atual cenário industrial para 2026. “A perspectiva de juros mais baixos, com o início de ciclo de redução da Selic em horizonte próximo, pode animar o setor produtivo. Mas será preciso mais do que isso para recuperação de maior fôlego”, comenta.

                          Stefano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), acrescentou que até dezembro de 2025 a indústria operava com capacidade historicamente muito baixa. Na Sondagem da Indústria da FGV, o Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) em dezembro foi de 79,6%, menor patamar desde março de 2023 (79,20%).

                          Em 2025, o Nuci começou a desacelerar a partir de junho, observa Pacini. Em meados do ano passado, ocorreu o tarifaço de Donald Trump. Os Estados Unidos elevaram taxas sobre exportações de produtos de diferentes países, incluindo o Brasil. Isso deixou a indústria brasileira cautelosa, afirma.

                          À semelhança de Pereira e Cagnin, Pacini também citou o contexto de juros mais altos na economia brasileira como impedimento de voos mais altos da indústria, no ano passado, tanto em lançamentos quanto em produção. “A indústria não teve ano de voo, mas sim de andar de lado com leve tendência de queda, com mais setores sentindo efeitos da política monetária.” Ele diz ainda que a projeção do FGV Ibre é de alta de 2% para Produto Interno Bruto (PIB) da indústria em 2025. Em 2024, subiu 3,3%.

                          O corte esperado para a Selic este ano, afirma Pacini, pode aliviar a pressão de juros sobre o setor industrial. Mas, mesmo assim, há um hiato entre a redução da taxa e os efeitos na economia real. Assim, ele acredita que o patamar de juros de mercado deve continuar “restritivo” em boa parte de 2026.

                          Pacini acrescenta que a indústria segue muito “estocada”. Na sondagem, o indicador de estoques em dezembro ficou em 109,1 pontos. Quando o indicador fica acima de 100 pontos, significa “acima do desejável”, alertou. “Não creio que teremos aceleração tão forte [na indústria em 2026].”

                          A Tendências estima alta de 0,6% na produção industrial em 2025, com expansão de 0,8% em 2026, afirma João Pedro Leme, analista da consultoria. Leme destacou a importância da robustez da indústria extrativa, no ano passado, para manter a atividade industrial no azul em 2025. Ele explicou que o crescimento maior, previsto pela Tendências, tem a ver com fatores positivos esperados para 2026, que podem ajudar a indústria. Ele citou a possibilidade de Selic menor e aposta na continuidade de câmbio favorável para o setor industrial, o que ajuda a manter mais barata a importação de insumos industriais.

                          “2026 deve ser parecido com 2025, com cenário menos ruim. Não chega a ser um cenário confortável, mas também não será catastrófico para indústria”, comenta. Mas para retomada mais robusta da indústria pós-2026 Leme afirmou ser preciso cenário bem diferente do atual. Citou a entrada em vigor de medidas da reforma tributária sobre o consumo; o apaziguamento de incertezas fiscais e globais e melhoras relevantes em setores-chave da indústria. É o caso de fornecedores de matéria-prima, e de exportações de commodities, que impulsionam a indústria extrativa, destaca o economista.

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