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                          Análise IEDI

                          PIB
                          Publicado em: 03/03/2026

                          Sem crescimento

                          Os dados divulgados hoje pelo IBGE mostram que a manutenção da Selic em patamares bastante elevados está conseguindo atingir seu objetivo. A economia brasileira ficou parada nos dois últimos trimestres do ano passado, registrando 0% em jul-set/25 e +0,1% em out-dez/25, devido ao declínio do investimento e estagnação do consumo das famílias. Com isso, o 2º semestre de 2025 foi o mais fraco desde a pandemia.

                          As atividades menos sensíveis a juros seguem apresentando certa resiliência. É o caso dos serviços, com alta de +0,8% no 4º trim/25 ante o 3º trim/25, já descontados os efeitos sazonais, a despeito de perdas nos seus ramos mais associados ao ritmo geral de atividade econômica (-0,3% no comércio e -1,4% em transportes). É também o caso da agropecuária, que registrou +0,5% na série com ajuste.

                          A indústria, por sua vez, não deixa dúvida sobre sua tendência de desaceleração. No 4º trim/25, o PIB do setor como um todo teve sua primeira queda desde 2022. Registrou -0,7% frente ao trimestre anterior, puxada pelo recuo de -2,3% da construção e de -0,6% da indústria de transformação, que compensaram a expansão dos seus demais ramos, a exemplo do extrativo (+1,1%).

                          Sem progresso adicional nos dois últimos trimestres e com bases de comparação mais elevadas no final de 2024, o resultado de +1,8% do PIB total do país no 2º semestre de 2025, além de implicar razoável desaceleração em comparação com o desempenho da primeira metade do ano (+2,7%), foi o mais fraco desde o 2º sem/20, quando os efeitos econômicos da pandemia ainda estavam bastante presentes.

                          Como mostram as variações interanuais a seguir, a indústria de transformação perdeu, no segundo semestre (-1,3%), tudo o que tinha crescido no primeiro (+1,1%), o que já havia sido pouco se comparado com o resultado da segunda metade de 2024 (+4,8%).

                          •  PIB Total: +3,9% no 2º sem/24; +2,7% no 1º sem/25 e +1,8% no 2º sem/25;

                          •  Indústria de transformação: +4,8%; +1,1% e -1,3%, respectivamente;

                          •  Construção: +5,5%; +1,6% e -0,5%;

                          •  Comércio: +4,3%; +1,7% e +0,6%;

                          •  Consumo das famílias: +4,9%; +2,0% e +0,7%;

                          •  Formação bruta de capital fixo: +9,7%; +6,5% e -0,4%, respectivamente.

                          A indústria da construção também voltou ao vermelho no 2º sem/25 (-0,5%), exercendo pressão negativa para o dinamismo da indústria total (de +1,7% em jan-jun/25 para +1,2% em jul-dez/25). Esta só não apontou declínio, devido à alta expressiva de +11,9% da indústria extrativa no segundo semestre.

                          Nos serviços, cuja desaceleração da primeira para a segunda metade de 2025 foi modesta (de +2,0% para +1,6%), o comércio foi quem mais regrediu. Em jul-dez/25, sua taxa de crescimento de +0,6% foi 1/3 do que tinha registrado em jan-jun/25 (+1,7%).

                          Estas trajetórias guardam relação com o enfraquecimento do consumo das famílias, que de +2% passou para apenas +0,7% de um semestre para outro, e da recente retração do investimento (-0,4%), como mencionado anteriormente. Na demanda interna, o consumo do governo (+2,7% em jul-dez/25) evitou uma inflexão mais intensa.

                          A única atividade a manter bom ritmo de expansão, juntamente com a indústria extrativa, foi a agropecuária: +10,9% no 2º sem/25 e +12,2% no 1º sem/25. Muito disso se reflete na contribuição positiva do setor externo na segunda metade do ano, a despeito de todos os episódios protecionistas que os EUA vêm protagonizando.

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                          Publicado em: 03/02/2026

                          O ano de 2025 terminou com a indústria de volta ao vermelho, freada pelos ramos produtores de bens de capital e de consumo duráveis, mais sensíveis às elevadas taxas de juros.

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                          Em nov/25, o desempenho industrial do país não trouxe novidades: manteve o quadro de estagnação e a maioria de seus ramos reduziu produção.

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                          No 3º trim/25, teve continuidade a desaceleração do PIB brasileiro, com o consumo das famílias ficando praticamente estagnado, assim como o setor de serviços.

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                          Publicado em: 02/12/2025

                          A indústria brasileira caminha para encerrar 2025 quase sem crescimento, especialmente a indústria de transformação.

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                          Na conjuntura atual de elevadas taxas de juros, os avanços industriais tendem a ser pontuais, como indica o resultado de set/25, que anulou maior parte da expansão de ago/25.

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                          Em ago/25, a produção industrial voltou a crescer, mas este resultado pode vir a ser pontual, como foi o de mar/25; por isso deve ser visto com cautela.

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                          Para a indústria, o segundo semestre de 2025 começou reproduzindo o mesmo padrão de desaceleração que vínhamos verificando desde a virada do ano.

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                          Fator decisivo para a desaceleração do nosso PIB no 2º trim/25 foi a alta dos juros, restringindo o investimento e o consumo e levando nossas importações ao terreno negativo.

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                          Em mai/25, o recuo da indústria atingiu a maioria dos seus parques regionais, inclusive São Paulo e o Nordeste, cuja produção também encolheu no acumulado de jan-mai/25.

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                          Os últimos dados da indústria divulgados pelo IBGE continuam apontando para um processo de esmorecimento do setor para o qual o IEDI vem chamando atenção desde o último trimestre do ano passado.

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