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                          Carta IEDI

                          Edição 1347
                          Publicado em: 13/02/2026

                          Avanço exportador, mas piora da balança da indústria em 2025

                          Sumário

                          Em 2025, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 68,3 bilhões, bem aquém do biênio anterior, muito embora nossas exportações tenham crescido +3,5%, para um montante recorde em valores correntes de US$ 348,7 bilhões. Nossas importações é que correram na frente, avançando +6,7%, para US$ 280,4 bilhões. 

                          Como é a regra no Brasil, o superávit foi galgado devido ao expressivo resultado dos produtos agropecuários e minerais, cujas exportações aumentaram +3% em 2025, mas sobre uma base baixa de comparação (-4,5% em 2024). As importações destes bens, por sua vez, recuaram -13,7%. 

                          Já os produtos exportados pela indústria de transformação ampliaram os embarques mais intensamente do que as exportações totais, registrando +3,8% e se saindo melhor do que em 2024 (+2,6%). É uma mostra de que, embora os EUA sejam um mercado importante, o rompante protecionista americano contra produtos brasileiros em 2025 não impediu a performance exportadora de nossa indústria, pelo menos no seu agregado.

                          Por outro lado, a alta das importações (+8,6%), estimuladas inclusive pela apreciação da nossa taxa de câmbio, bem como pela manutenção de nossa demanda interna, foi mais forte do que dos nossos embarques, implicando aumento do déficit para US$ 71,1 bilhões, recorde pela série em dólares correntes.

                          Analisando esta evolução para os grupos de bens industriais segunda sua intensidade tecnológica, verifica-se que o aumento do déficit em 2025 decorreu da redução do superávit dos grupos de bens menos tecnológicos (-7,1%) e da ampliação do déficit dos grupos mais tecnológicos (+7,3%).

                          Esta classificação que o IEDI emprega em seus estudos tem como base uma metodologia difundida pela OCDE que aloca os produtos da indústria de transformação em quatro grupos de intensidade: alta, média-alta, média e média-baixa. A de média-baixa abrange também minérios, decorrentes da atividade extrativa. Na faixa de baixa intensidade estão os produtos da agropecuária e mas não inclui nenhum bem da indústria de transformação.

                          Alguns dados se destacam na análise dos fluxos de comércio exterior de bens industriais nesta perspectiva.

                          A primeira observação cabe ao grupo de alta tecnologia, cujo saldo se deteriorou muito desde a pandemia de Covid-19. Se déficit saltou 87% entre 2019 e 2025. Entre 2024 e 2025, cresceu +10%, atingindo o patamar recorde de US$ 50,6 bilhões de déficit.

                          Nossas exportações destes bens, embora em expansão em 2025 (+10,1%) não retomaram patamares pré-pandemia. A defasagem, em valores correntes, é de -11% em relação à média de exportação de 2015-2019. Na origem disso, está o desempenho de aeronaves, ainda não normalizada para níveis anteriores à Covid-19.

                          Valor observar que o tarifaço imposto pelos EUA às vendas externas do Brasil não incidiu sobre os produtos da cadeia aérea, contribuindo, assim, para que a deterioração da balança de alta tecnologia não fosse ainda mais pronunciada.

                          De todo modo, quem de fato deu o tom na alta tecnologia em 2025 foram as importações. Cresceram +14,1% em 2024 e +10,4% em 2025, puxadas principalmente por produtos farmacêuticos, cujas importações atingiram um valor superior ao dobro do que costumava ser entre 2015 e 2019. A aceleração da introdução de novos produtos de alto valor adicionado vem condicionando esta mudança de patamar.

                          Cabe observar ainda o aumento de compras externas de aeronaves em 2025. As importações destes bens no ano passado foram quase 3 vezes maiores do que as do período 2015-2019 e podem estar relacionadas a um ciclo de renovação das companhias aéreas na retomada pós-pandemia, com adequação de frota para ampliação de malha internacional e busca por equipamentos mais eficientes.

                          Na média-alta tecnologia, as exportações cresceram à frente as importações (+10,6% ante +7,2%, respectivamente), mas ainda assim o déficit subiu de US$ 78,2 bilhões para US$ 82,4 bilhões. A maior contribuição para isso veio de produtos químicos (exceto farmacêuticos), cujas importações avançaram +9%, levando a um aumento de +11% de seu déficit entre 2024 e 2025.

                          Na faixa de média intensidade tecnológica, o saldo é historicamente superavitário, graças aos produtos metalúrgicos. Entre 2024 e 2025, o superávit caiu pela metade (de US$ 5,4 para US$ 2,5 bilhões), mas isso se deveu ao efeito contábil de plataformas de petróleo. Excluído este fator, o saldo (US$ 7,8 bilhões) teria se reforçado em 47%, puxado por uma alta de +9,7% das exportações, com base no desempenho de borracha e plástico e metalurgia.

                          Por fim, o grupo de bens industriais de média-baixa tecnologia, também tradicionalmente superavitário, concentrando produtos de início de cadeia no processamento de commodities agrícolas, registrou saldo -2,9% inferior a 2024. Apesar disso, segue em patamar bastante elevado frente ao pré-pandemia: US$ 59,5 bilhões ante US$ 29,3 bilhões na média 2015-2019, em valores correntes. Ou seja, o dobro.

                          Na passagem de 2024 para 2025, foram as exportações que se acomodaram, ao variar -1,0%, mas repetindo valor anual acima de US$ 100 bilhões. Neste grupo, os produtos de dois setores são responsáveis pelo superávit: alimentos, bebidas e fumo; e celulose, madeira, papel e móveis. Nestes casos, apenas o primeiro teve aumento de exportação no ano passado (+0,8%).

                          Bens típicos da indústria de transformação e a balança comercial

                          O ano de 2025 registrou saldo comercial positivo de US$ 68,3 bilhões, bem abaixo dos superávits para tal acumulado logrados nos dois anos anteriores pela série em dólares correntes. As exportações cresceram 3,5%, de US$ 337,0 bilhões para US$ 348,7 bilhões, montante exportado recorde em toda a série em dólares correntes. As importações avançaram 6,7% em relação a 2024, para US$ 280,4 bilhões, também patamar sem igual.

                          Apesar do saldo menor frente ao biênio anterior, o superávit foi galgado devido ao expressivo resultado positivo de US$ 139,4 bilhões dos demais produtos, mormente agropecuários, da pesca e minerais, só aquém do obtido em 2023. Suas exportações em dólares correntes cresceram 3,0%, para US$ 160,0 bilhões. Quanto a suas importações, diminuíram 13,3%, porém sobre uma base de comparação mais modesta.

                          Os produtos tipicamente oriundos da indústria de transformação experimentaram aumento no déficit relativamente a 2024, saldo deficitário saindo de US$ 57,4 bilhões para US$ 71,1 bilhões, déficit recorde pela série em dólares correntes. As exportações cresceram 3,8%, atingindo US$ 188,7 bilhões. As importações, por sua vez, avançaram 8,6%, para US$ 259,8 bilhões. Ambos os fluxos comerciais apresentaram patamares recordes em dólares correntes.

                          O saldo dos bens típicos da indústria de transformação se deteriorou frente ao do ano anterior pelo segundo ano consecutivo, em que pese o crescimento de suas exportações em dólares correntes nos dois últimos anos. 

                          Ao longo de 2025, há de mencionar o tarifaço adotado pelos EUA, impondo a produtos brasileiros tarifas de 50% a partir de agosto e atreladas inicialmente a questões políticas. Assim, o terceiro trimestre trouxe impactos de tanto, com as vendas brasileiras para os EUA tendo caído 20,3% na comparação entre meses de setembro. 

                          As negociações subsequentes, porém, reduziram a gama de bens sobretaxados, méritos da atuação do empresariado brasileiro, bem como da habilidade negocial da diplomacia oficial e do poder executivo nacional. Inclusive esforços de anos recentes em abrir novos mercados para produtos do Brasil contribuiu bastante para uma condição negociadora favorável ao país.

                           

                           

                          Atendo-se ao quarto trimestre de 2025, o saldo positivo de US$ 22,1 bilhões superou quer o superávit do terceiro trimestre último, quer o de outubro-dezembro de 2024. As exportações avançaram 10,7%, frente ao quarto trimestre de 2024, chegando a US$ 90,8 bilhões. As importações cresceram 3,2%, atingindo US$ 68,7 bilhões. No último quarto de 2025, o superávit também se deveu aos demais produtos (bens agropecuários e minerais em destaque): saldo de US$ 35,6 bilhões. As exportações desses produtos em relação ao mesmo trimestre de 2024 aumentaram 20,1%, para US$ 40,3 bilhões. As importações retrocederam 12,2%, mas frente a uma base comparativa relativamente baixa.

                          Quanto aos bens típicos da indústria de transformação, suas exportações cresceram 4,1% em relação ao quarto trimestre do ano anterior, chegando a US$ 50,5 bilhões, magnitude em dólares correntes nunca antes atingida em trimestre convencional. Suas importações aumentaram 4,5%, para US$ 64,0 bilhões, recorde em dólares correntes para quarto trimestre. O déficit aumentou de US$ 12,7 bilhões em outubro-dezembro de 2024 para US$ 13,5 bilhões no quarto trimestre de 2025.

                           

                           

                          A balança por intensidade tecnológica

                          A classificação por intensidade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) ou tecnológica mais recente, constante de publicação da OCDE, abrange todas as atividades econômicas, não só as da indústria de transformação do esforço anterior. Ademais, se antes eram quatro faixas de intensidade (alta, média-alta, média-baixa e baixa), passaram a ser cinco segmentos: de alta intensidade, de média-alta, média, média-baixa e de baixa intensidade de P&D. No caso dos bens da indústria de transformação, estão presentes nas quatro primeiras faixas. Não há bens dessa atividade na de baixa intensidade.

                          Na faixa de alta intensidade, as atividades da indústria de transformação são as mesmas da classificação anterior. Acompanhando-as estão duas de serviços, P&D científico e publicação de software. A partir da divulgação na plataforma Comexstats dos dados de exportação e importação segundo a Classificação Industrial Internacional Uniforme, pode-se averiguar que não houve transações de produtos oriundos de tais serviços na balança comercial. 

                          No segmento de média-alta, dois agrupamentos de bens foram acrescidos àqueles tipicamente fabricados por atividades dessa faixa: equipamento bélico pesado, armas e munições; e instrumentos e materiais de uso médico e odontológico e artigos óticos. Ademais os serviços de tecnologia de informação (TI) e prestação de serviços de informação passaram a compor o segmento de média-alta, embora não tenham itens transacionados na balança comercial. 

                          Quanto ao segmento de média intensidade, guarda semelhança com a versão anterior da faixa de média-baixa intensidade, sendo que, o grupo dos produtos metálicos e da metalurgia foi dividido, ficando na faixa de média, apenas os da metalurgia. Também abarca os produtos diversos e a atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos. Esta é a única faixa na qual todas as atividades são da indústria de transformação. 

                          Já a faixa de média-baixa intensidade conta com boa parte dos ramos da indústria de transformação que, antes, eram considerados de baixa intensidade (a exceção ficou por conta dos bens diversos, que foi para a de média intensidade), com a adição dos produtos de metal e da fabricação de coque, derivados de petróleo refinado e demais combustíveis. O segmento de média-baixa conta ainda com os serviços profissionais, científicos e técnicos; telecomunicações; e edição (com ou sem impressão), e com a indústria extrativa (extração mineral).

                          A faixa de baixa intensidade tecnológica não abarca nenhuma atividade da indústria de transformação, embora encampe duas atividades industriais: construção; e a produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos. A agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura também compõe essa faixa, afora os serviços que não foram mencionados acima.

                           

                          Baseado em tanto, a balança comercial brasileira pode ser esmiuçada a partir da versão atualizada da taxonomia por intensidade tecnológica, tendo por base os esforços de P&D.

                          Em 2025, o intercâmbio de bens produzidos por atividades classificadas como de alta intensidade tecnológica, todas da indústria de transformação, registrou déficit de US$ 50,6 bilhões, o maior da série em dólares correntes. As exportações desses bens cresceram 10,1%, chegando a US$ 8,6 bilhões. Tal aumento ocorreu disseminadamente, com destaque para os produtos da indústria aeronáutica, respondendo por 63,6% do montante exportado. 

                          As importações avançaram 10,4%, também de modo disseminado, sobressaindo novamente aviões e afins, inclusive componentes, bem como os produtos farmacêuticos, com expansão de dois dígitos. As importações de bens do complexo eletrônico ficaram quase estáveis, mas ainda respondendo por 46,3% das importações e por metade do déficit da faixa de alta intensidade. Os outros dois ramos também ampliaram seus respectivos déficits.

                          A faixa de média-alta intensidade encerrou o ano passado com resultado negativo de US$ 82,4 bilhões, o maior déficit da série em dólares correntes, além de se manter como a mais deficitária das cinco faixas de intensidade tecnológica. Suas exportações cresceram 10,6% frente a 2024, atingindo US$ 45,1 bilhões, recorde em dólares correntes. Tal aumento foi liderado por veículos automotores, reboques e carrocerias; e por outros equipamentos de transporte, com taxas de dois dígitos. Apenas as exportações de equipamentos bélicos, armas e munições sofreram retração. 

                          As importações do segmento de média-alta, por sua vez, avançaram 7,2%, o que foi disseminado entre seus ramos. Os produtos químicos continuaram como o mais deficitário dos ramos dessa faixa, respondendo por quase 52,0% do mesmo. Só os equipamentos bélicos pesados, armas e munições lograram superávit, de pouca magnitude.

                          Os produtos tipicamente oriundos da indústria de transformação de média intensidade tecnológica registraram superávit de US$ 2,4 bilhões em 2025, redução de US$ 3,0 bilhões vis-à-vis ano anterior. Suas exportações cresceram 9,7%, para US$ 32,0 bilhões, montante só aquém do de 2022. As importações, a seu turno, aumentaram 24,3%, respondendo pelo saldo menor. 

                          Esse aumento importador decorreu principalmente das aquisições de embarcações e equipamentos navais e náuticos, com a compra de plataforma de petróleo em setembro, levando o ramo ao déficit de US$ 5,3 bilhões no ano. Os produtos metalúrgicos, de maior superávit dessa faixa, lograram ampliar seu superávit para US$ 13,6 bilhões, com exportações subindo 12,8%, para US$ 26,1 bilhões. Os produtos de minerais não-metálicos também ampliaram seu superávit. Os demais ramos ficaram deficitários apesar do avanço exportador, sobressaindo o déficit de US$ 4,6 bilhões dos produtos de borracha e de material plástico.

                          O segmento dos bens típicos das atividades de média-baixa intensidade tecnológica alcançou superávit de US$ 127,0 bilhões em 2025, saldo recorde na série em dólares correntes, propiciado pelo recuo de 4,5% nas importações. Mas suas exportações retrocederam 0,9%, para US$ 183,5 bilhões. As exportações de minérios retrocederam 0,7%, para US$ 80,4 bilhões, mas sem impedir o aumento do superávit para US$ 67,6 bilhões, recorde em dólares correntes. 

                          As exportações dos bens da indústria de transformação dessa faixa caíram 1,0%, para US$ 103,0 bilhões, com superávit de US$ 59,5 bilhões. A queda exportadora foi liderada pelo deficitário ramo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com quedas também no superavitário ramo de produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e afins e no deficitário ramo de produtos têxteis, de vestuário, de couro e calçados. O principal ramo da indústria de transformação dessa faixa, o de bens alimentícios industriais, bebidas e tabaco registrou seu maior superávit de toda a série em dólares correntes, US$ 60,0 bilhões, também o maior dentre todos os ramos da indústria de transformação. 

                          As importações de bens da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica faixa cresceu 1,7%. Apenas o ramo de coque, produtos de petróleo refinado e biocombustíveis experimentou redução nas aquisições externas.

                          Quanto à faixa de baixa intensidade, na qual se destacam os produtos agropecuários, pescados e da aquicultura observou superávit de US$ 71,2 bilhões em 2025, só superado pelo saldo de 2023. Suas exportações cresceram 7,1%, chegando a US$ 78,2 bilhões. 

                          Essas variações foram influenciadas pelo aumento de 7,1% nas vendas externas de gêneros agropecuários e da pesca e aquicultura, principal componente desse segmento em face da pouca expressão dos bens oriundos da produção e distribuição de eletricidade, gás e água e daqueles originados por serviços. Cumpre lembrar que esse segmento não inclui bens da indústria de transformação.

                           

                           

                          Atendo-se à comparação entre o último quarto de 2025 e igual trimestre de 2024, o déficit da faixa de alta intensidade aumentou de US$ 11,1 bilhões para US$ 12,4 bilhões, mesmo com a expansão das exportações de 18,4%, para US$ 2,9 bilhões. Tal avanço exportador foi disseminado entre seus três ramos, liderado pelas aeronaves e seus componentes, com as de produtos eletrônicos também crescendo na casa dos dois dígitos. 

                          As importações aumentaram 12,6%, puxadas pelas aquisições de produtos farmacêuticos (21,1%) e de aeronaves e seus insumos (20,1%). Aliás, o déficit cresceu não só para esses dois ramos, mas também para o complexo eletrônico, que respondeu por 54,0% do saldo negativo do segmento de alta intensidade no quarto trimestre de 2025.

                          Quanto à faixa de média-alta, registrou balança deficitária de US$ 19,9 bilhões no último trimestre de 2025. As exportações avançaram 3,6%, chegando a US$ 11,7 bilhões, aumento devido a apenas dois ramos: máquinas e equipamentos mecânicos e não especificados noutras atividades (M&E), pelo seu volume; e equipamentos ferroviários e outros de transporte, com aumento expressivo, 108,7%. 

                          As importações de mercadorias dessa faixa ficaram praticamente estáveis, incremento de 0,3%, para US$ 31,5 bilhões, com a maior parte de seus ramos concorrendo para tanto, excetuando-se máquinas, aparelhos e materiais elétricos e produtos químicos. Os destaques no aumento importador foram os equipamentos bélicos, armas e munições (devido à taxa de 61,4%); equipamentos ferroviários e outros de transporte; instrumentos e materiais médicos, odontológicos e artigos óticos; e M&E, taxa de 8,0%. O déficit de produtos químicos respondeu por 51,1% do déficit da faixa em outubro-dezembro, mesmo com importações menores.

                          O último trimestre de 2025 para a faixa de média intensidade foi de superávit de US$ 2,7 bilhões, aumento de US$ 933 milhões em relação a igual período de 2024. Suas exportações aumentaram 12,2% frente ao mesmo período de 2024, alcançando US$ 8,6 bilhões. Tal incremento foi liderado pelos produtos metalúrgicos, vendendo 15,7% a mais para o exterior, atingindo US$ 7,1 bilhões, respondendo também pelo superávit do segmento. Outro ramo cujas exportações cresceram foi o de bens diversos, mas com déficit. Os demais ramos sofreram queda nas exportações na comparação entre quartos trimestres de 2025 e de 2024. 

                          As importações dessa faixa ficaram estáveis, taxa de 0,1%, ficando em US$ 5,9 bilhões. A variação só ficou positiva devido à ampliação nas importações de bens diversos e de produtos de borracha e material plástico. Este último registrou o maior déficit dentre os ramos da faixa de média intensidade.

                          Sobre os fluxos comerciais da faixa de média-baixa intensidade tecnológica em outubro- dezembro de 2025, suas exportações, US$ 49,1 bilhões, cresceram 6,4% frente ao quarto trimestre de 2024, recorde para trimestre convencionais em dólares correntes. As vendas externas de minérios lideraram tal aumento, 14,6%, chegando a US$ 21,7 bilhões. As exportações de produtos da indústria de transformação cresceram 0,8%, para US$ 27,3 bilhões. Tal desempenho exportador contribuiu para ampliar o superávit da faixa de média-alta intensidade, para US$ 34,9 bilhões, patamar também recorde em dólares correntes. No caso dos minérios, seu superávit cresceu vis-à-vis igual período de 2024, para US$ 18,8 bilhões, com as importações caindo 18,0%, o que arrefeceu as importações do segmento de média-baixa como um todo, que cresceram 2,4%. 

                          Passando para os bens da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica, seu superávit caiu frente a igual período de 2024, mas continuando expressivo, US$ 16,1 bilhões. O menor saldo decorreu do avanço de 9,3% nas importações. A indústria de alimentos, bebidas e fumo, que dita o comportamento da faixa, até ampliou seu expressivo superávit, para US$ 16,7 bilhões, mas coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis ampliaram seu déficit em US$ 1 bilhão, por conta de elevação nas importações. Os produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e impressões tiveram reduções relevantes nas exportações e no superávit.

                          A faixa de baixa intensidade logrou elevação no superávit no terceiro trimestre frente ao mesmo período de 2024, subindo para US$ 16,6 bilhões, devido ao aumento de 27,7% em suas exportações, para US$ 18,2 bilhões. Suas importações retrocederam 3,7%. Tal comportamento é ditado pelos gêneros agropecuários: superávit de US$ 16,7 bilhões, com expansão de 28,3% nas exportações.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de alta intensidade tecnológica

                          Em 2025, como antes visto, o déficit dos produtos da indústria de transformação de alta intensidade cresceu frente a 2024, para US$ 50,6 bilhões, chegando pela primeira vez à marca de US$ 50 bilhões correntes de déficit. O déficit maior decorreu principalmente da ampliação de 10,4% das importações, atingindo US$ 59,2 bilhões, também patamar sem igual. 

                          Seus três ramos ampliaram suas aquisições externas: as importações de bens do complexo eletrônico ficaram praticamente estáveis, variação de 0,7%, enquanto as de produtos farmacêuticos e as de aeronaves e afins, inclusive partes e peças, avançaram na casa de dois dígitos, 17,4% e 11,9%, respectivamente. Embora as importações de produtos eletrônicos, incluindo componentes, pouco tenham crescido, ainda respondem por 46,4% delas. 

                          Quanto às exportações a faixa de alta intensidade vendeu para o exterior 10,1% mais do que no ano anterior, para US$ 8,6 bilhões. Tal acréscimo ocorreu disseminadamente, com as exportações de aeronaves e equipamentos de transporte aéreo crescendo 11,9% e representando 63,6% das exportações do segmento de alta intensidade. 

                          As exportações de produtos farmacêuticos avançaram 5,4%, para US$ 1,4 bilhão, enquanto as de bens do complexo eletrônico, 8,3%, para US$ 1,7 bilhão. Os três ramos registraram déficit em 2025. O déficit em eletrônicos, de US$ 25,7 bilhões, respondeu por metade do déficit de toda a faixa de alta intensidade.

                           

                           

                           

                          Em outubro-dezembro, o intercâmbio dos produtos das indústrias de alta intensidade ficou deficitário em US$ 12,4 bilhões, superando o déficit do trimestre correspondente de 2024. Suas exportações avançaram 18,4%, chegando a US$ 2,9 bilhões. As importações, a seu turno, cresceram 12,4%, mas sobre uma base bem maior, atingindo assim US$ 15,2 bilhões.

                          Os equipamentos aeronáuticos e aeroespaciais experimentaram déficit de US$ 2,0 bilhões no quarto trimestre de 2025. Suas exportações avançaram 23,8%, para US$ 2,0 bilhões. As importações cresceram 20,1%, alcançando US$ 4,1 bilhões.

                          Como tem sido recorrente, os bens típicos do complexo eletrônico concorreram sobremaneira para essa balança negativa dos produtos da indústria de alta intensidade tecnológica, déficit de US$ 6,7 bilhões ou 54,0% das importações da faixa em pauta. Esse déficit superou o do mesmo trimestre do ano anterior. As exportações aumentaram 11,3%, mas chegando a somente US$ 453 milhões. Já as importações cresceram 4,7%, para US$ 7,1 bilhões.

                          Os produtos farmacêuticos experimentaram saldo negativo de US$ 3,7 bilhões, déficit maior do que no quarto trimestre de 2024. Suas exportações cresceram 2,4%, vendendo ao exterior US$ 381 milhões. As importações desses bens, por sua vez, avançaram 21,1%, atingindo US$ 4,1 bilhões.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de média-alta intensidade tecnológica

                          A faixa de média-alta intensidade registrou déficit de US$ 82,4 bilhões em 2025, o maior déficit dentre todos os segmentos de intensidade e o seu maior de toda a sua série em dólares correntes. Suas exportações avançaram 10,6% vis-à-vis 2024, atingindo US$ 45,1 bilhões, recorde em dólares correntes. As importações cresceram 7,2%, para US$ 127,5 bilhões, nível também recordista em dólares correntes. 

                          Os produtos da indústria automobilística experimentaram saldo negativo de US$ 8,7 bilhões, bem menor que o observado no ano anterior. Suas exportações avançaram 23,2%, para US$ 16,6 bilhões, enquanto as importações cresceram apenas 1,0%. 

                          Os equipamentos ferroviários e outros de transporte (motocicletas etc.) observaram déficit de US$ 1,7 bilhão, o maior registrado na série em dólares correntes, mesmo com aumento de 33,8% nas exportações, para somente US$ 351 milhões, mas com importações crescendo, 35,9% e sobre uma base bem mais expressiva.

                          Os dois grupamentos ligados a bens de capital experimentaram déficits maiores do que os do ano anterior, apesar da expansão nas exportações. O de máquinas e equipamentos não especificados noutras atividades, M&E, registrou déficit de US$ 18,0 bilhões, com ampliação de 8,1% nas exportações, chegando a US$ 11,6 bilhões. Suas importações cresceram 9,3% na mesma base comparativa. 

                          As máquinas, aparelhos e materiais elétricos tiveram balança negativa de US$ 8,9 bilhões, exportando US$ 4,1 bilhões, aumento de 6,4% frente a 2024. Suas importações cresceram 3,0%.

                          Quanto aos produtos químicos, experimentaram saldo negativo de US$ 42,8 bilhões, representando 52,0% do déficit de todo o segmento de média-alta intensidade tecnológica. O Brasil exportou US$ 11,4 bilhões desses bens, variação positiva de 0,6%. Já suas importações, avançaram 9,0%, chegando a US$ 54,3 bilhões.

                          Os instrumentos e materiais médico-hospitalares e artigos óticos registraram déficit de US$ 2,4 bilhões, com aumento de 1,7% nas exportações, chegando a apenas US$ 554 milhões. Suas importações cresceram na casa dos dois dígitos, 10,6%.

                          Por fim, o saldo dos equipamentos bélicos, armas e munições registrou superávit de US$ 69 milhões, mesmo com suas exportações retrocedendo 15,7%, ficando em US$ 440 milhões. Suas importações cresceram 44,8%, sendo o ramo da faixa de média-alta intensidade tecnológica que mais ampliou suas aquisições externas em 2025.

                           

                           

                           

                          No último trimestre de 2025, o déficit do segmento de média-alta intensidade tecnológica foi de US$ 19,9 bilhões, ligeiramente abaixo do registrado em outubro-dezembro de 2024. Suas exportações cresceram 3,6% em relação a igual período do ano anterior, subindo para 11,7 bilhões. 

                          Quanto às importações dos bens típicos dessa faixa de intensidade, ficaram praticamente estáveis nessa base comparativa, taxa de 0,3%, mas culminando em US$ 31,5 bilhões de compras do exterior.

                          O ramo mais deficitário dessa faixa, o de produtos químicos (exclusive farmacêuticos), apresentou saldo negativo de US$ 10,2 bilhões, respondendo por mais da metade do déficit dos bens média-alta intensidade tecnológica no último quarto de 2025. Suas vendas externas retrocederam 5,6%, exportando US$ 2,8 bilhões. As importações recuaram 3,2%, pela mesma base comparativa, ficando em US$ 13,0 bilhões.

                          Os equipamentos de transporte fabricados por indústrias de média-alta intensidade tecnológica totalizaram déficit de US$ 3,0 bilhões em outubro-dezembro de 2025. Os automóveis, reboques e carrocerias responderam por US$ 2,6 bilhões desse montante, déficit maior do que o observado no mesmo período de 2024. As exportações deste ramo foram de US$ 3,8 bilhões, recuo de 2,3% frente a igual trimestre do ano anterior. Suas importações cresceram 1,2%. 

                          Quanto aos equipamentos ferroviários e outros de transporte (motocicletas, entre outros), suas exportações mais do que dobraram, 108,7%, mas sobre base assaz modesta, alcançando só US$ 143 milhões. Já as importações avançaram 24,3%, levando ao déficit de US$ 369 milhões.

                          A balança comercial de máquinas e equipamentos mecânicos ou não especificados noutros segmentos e a de máquinas elétricas registraram déficits de US$ 3,9 bilhões e de US$ 2,1 bilhões, respectivamente. As exportações de M&E cresceram 23,7% comparativamente ao quarto trimestre do ano anterior, com vendas de US$ 3,6 bilhões. Já suas importações cresceram 8,0%, levando a um déficit ligeiramente menor do que em igual período de 2024. 

                          Quanto às vendas externas de aparelhos e materiais elétricos, retrocederam 8,2%, para US$ 1,0 bilhão, enquanto as importações diminuíram 8,7%, com o déficit diminuindo vis-à-vis o quarto trimestre de 2024.

                          Sobre os I&M de uso médico e odontológico e artigos óticos, o país exportou US$ 142 milhões no quarto trimestre de 2025, 3,2% a menos do que em igual período do ano anterior. Suas importações avançaram 14,9%, atingindo US$ 787 milhões. Assim seu déficit foi de US$ 645 milhões, superando seu equivalente de 2024.

                          O intercâmbio de equipamentos bélicos, armas e munições experimentou déficit de US$ 26 milhões no derradeiro quarto de 2025, arrefecendo o superávit logrado no ano. Suas exportações retrocederam 2,5%, ficando em US$ 135 milhões, enquanto suas importações avançaram 61,4%.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de média intensidade tecnológica

                          A balança de bens oriundos de indústrias de média intensidade tecnológica obteve superávit de US$ 2,5 bilhões em 2025, menos da metade do saldo logrado em 2024. Frente ao ano anterior, suas exportações aumentaram 9,7%, após dois anos de retração, chegando a US$ 32,0 bilhões. Contudo as importações avançaram 24,3%, para US$ 29,6 bilhões, patamar recorde na série em dólares correntes.

                          As embarcações e demais produtos do setor naval-náutico reduziram suas exportações em 87,6%, ficando em meros US$ 80 milhões, sendo o único ramo dessa faixa de intensidade tecnológica com exportações em queda. Suas importações, a seu turno, avançaram 914,6% em 2025, resultado em muito decorrente da aquisição de plataforma de petróleo em setembro. Esses números propiciaram o expressivo déficit de US$ 5,3 bilhões, sendo o ramo que mais concorreu para a redução no superávit do segmento de média intensidade entre 2024 e 2025.

                          O ramo mais superavitário da indústria de média intensidade tecnológica, o de produtos da metalurgia, logrou ampliar seu saldo em US$ 2,6 bilhões frente ao ano anterior, alcançando US$ 13,6 bilhões, mais do que contrabalançando a déficit em embarcações e afins, mas sem impedir a deterioração do superávit entre 2024 e 2025. 

                          As exportações brasileiras desses itens cresceram 12,8%, atingindo US$ 26,1 bilhões, o segundo maior patamar já galgado em dólares correntes, mesmo tendo sido afetadas temporariamente pelas sobretaxas dos EUA . Já suas importações aumentaram 2,7%. 

                          O outro ramo superavitário – produtos minerais não-metálicos – obteve saldo de US$ 189 milhões, maior do que no ano anterior. Suas exportações cresceram 6.9%, para US$ 2,2 bilhões, enquanto as importações ficaram praticamente estáveis, 0,5%.

                          Os dois grupos de bens restantes registraram saldo negativo. O déficit dos produtos de borracha e material plástico atingiu US$ 4,6 bilhões em 2025, o maior em dólares correntes já registrado. Suas exportações avançaram 8,2%, chegando a US$ 3,0 bilhões, enquanto as importações cresceram 3,4%, mas sobre uma base bem maior. 

                          Já os bens diversos (exclusive I&M médicos e odontológicos e artigos óticos) registraram déficit recorde de US$ 1,4 bilhão, com elevações quer nas exportações, 11,4%, quer nas importações, 15,2%.

                           

                           

                           

                          Focando no quarto trimestre de 2025, as exportações de gêneros típicos da indústria de média intensidade tecnológica cresceram bem frente a outubro-dezembro de 2024, 12,2%, chegando a US$ 8,6 bilhões. As importações, a seu turno, ficaram estáveis, 0,1% de incremento. Dessa maneira, o segmento registrou superávit de US$ 2,7 bilhões, após um deficitário terceiro trimestre.

                          As embarcações e demais produtos da construção naval apresentaram novamente a maior retração nas exportações dentre os ramos da presente faixa, queda de 8,6%, exportando US$ 14 milhões no trimestre em questão. Suas importações também recuaram, taxa de -2,5%, para US$ 89 milhões, uma diferença também superlativa frente ao trimestre imediatamente anterior, devido à importação de plataforma de petróleo. Desse modo, o ramo experimentou déficit de US$ 74 milhões no período.

                          Os superavitários produtos metalúrgicos lograram saldo de US$ 4,3 bilhões, incremento de US$ 1,1 bilhão em relação ao superávit do mesmo trimestre de 2024. Suas exportações cresceram 15,7%, para US$ 7,1 bilhões. Quanto a suas aquisições do exterior retrocederam 4,6% também no contraponto entre quartos trimestres de 2025 e de 2024. 

                          Os produtos de minerais não-metálicos registraram resultado positivo de US$ 46 milhões, mais do que o dobrando o superávit do último trimestre de 2024, mesmo com exportações caindo 1,1%, para US$ 543 milhões. As importações desses itens caíram ainda mais: taxa de -5,7%.

                          Passando para os demais conjuntos de bens, os produtos de borracha e de material plástico apresentaram balança negativa de US$ 1,2 bilhão, maior que o déficit observado em outubro-dezembro do ano anterior. Suas exportações recuaram 4,0%, para US$ 737 milhões, enquanto suas importações cresceram 7,1%. 

                          Quanto aos bens diversos, seu déficit de US$ 380 milhões no último quarto de 2025, maior do que em igual trimestre de 2024, decorreu de aumento de 4,6, nas exportações, para US$ 154 milhões, com importações avançando 9,2%.

                           

                           

                           

                           

                           

                          Bens da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica

                          As exportações de mercadorias produzidas pela indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica diminuíram 1,0% na comparação com 2024, ficando em US$ 103,0 bilhões. Apesar da retração, foi o segundo maior montante exportado da série em dólares correntes. O saldo de tais produtos registrou superávit de US$ 59,5 bilhões, também só aquém do saldo de 2024. As importações, por outro lado, cresceram 1,7%, para US$ 43,5 bilhões. 

                          As exportações de seu ramo mais pujante, o de produtos industriais alimentícios, bebidas e tabaco cresceram 0,8%, chegando a US$ 70,3 bilhões, recorde em dólares correntes. Já suas importações aumentaram 1,4%, mas sobre uma base menor, levando ao saldo de US$ 60,0 bilhões em 2025, superávit sem igual em dólares correntes. 

                          Já o intercâmbio de bens industriais madeireiros e seus derivados, incluindo produtos de papel, celulose e impressos obteve superávit de US$ 14,5 bilhões, exportando US$ 16,7 bilhões, retração de 4,0% frente a a 2024, impactado pelo tarifaço estadunidense. As importações desse ramo avançaram 10,8%.

                          A balança de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, por sua vez, registrou resultado negativo de US$ 6,5 bilhões, déficit maior do que o observado em 2024. Mantém, assim, a condição de ramo mais deficitário da faixa de média-baixa intensidade tecnológica. Suas exportações declinaram 7,6%, para US$ 11,1 bilhões, enquanto as importações caíram 0,9%, para US$ 17,6 bilhões.

                          O conjunto dos artigos têxteis, de vestuário, de couro e calçados registrou déficit de US$ 4,1 bilhões, o maior déficit em dólares correntes da série iniciada em 1997. As exportações desses itens diminuíram 3,1%, ficando em US$ 3,1 bilhões. Suas importações cresceram 5,0%. O déficit dos produtos metálicos chegou a US$ 4,4 bilhões em 2025, o maior déficit em dólares correntes que esse ramo registrou na série. Suas exportações cresceram 6,4%, subindo para US$ 1,8 bilhão, enquanto as importações avançaram 3,2%.

                           

                           

                           

                          Atendo-se a outubro-dezembro de 2025, o País exportou US$ 27,3 bilhões de bens tipicamente oriundos dos ramos da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica, aumento de 0,8% em relação a igual trimestre de 2024. As importações desses produtos chegaram a US$ 11,3 bilhões, crescimento de 9,3% pela mesma base comparativa. Assim, o superávit atingiu US$ 16,1 bilhões no último quarto de 2025, ficando aquém do saldo logrado no mesmo trimestre do ano anterior.

                          O saldo de alimentos da indústria, bebidas e tabaco apresentou superávit de US$ 16,7 bilhões, recorde para trimestre convencional em dólares correntes. Esse resultado decorreu do aumento de 2,7% nas exportações, atingindo US$ 19,2 bilhões, montante nunca antes atingido em qualquer trimestre convencional da série em dólares correntes. Suas importações cresceram 0,6%. 

                          Os produtos madeireiros, de papel e celulose registraram superávit de US$ 3,4 bilhões, abaixo do observado no quarto trimestre de 2024. Suas exportações retrocederam 7,8%, ficando em 4,1 bilhões, enquanto suas importações avançaram 12,2%.

                          As vendas para o exterior de derivados de produtos de petróleo e afins cresceram 1,2%, chegando a US$ 2,7 bilhões no trimestre em foco. Quanto a suas importações, avançaram 27,6%. Dessa maneira, o ramo apresentou saldo negativo de US$ 2,2 bilhões em outubro-dezembro de 2025, déficit US$ 1,0 bilhão maior do que no mesmo período de 2024.

                          Passando para os dois outros agrupamentos de bens típicos da indústria de média-baixa intensidade, ambos registraram déficits no trimestre em comento. No caso dos produtos de metal, seu déficit diminuiu frente ao quarto trimestre de 2024, ficando em US$ 932 milhões. As vendas externas desses produtos, de US$ 492 milhões, representaram acréscimo de cresceram 11,1%. Já suas importações retrocederam 9,0% na comparação entre quartos trimestres de 2025 e de 2024. 

                          Quanto aos artigos das indústrias têxtil, de vestuário, couro e calçados, seu déficit aumentou discretamente pela mesma base de comparação, alcançando US$ 1,1 bilhão, o maior déficit em dólares correntes para quarto trimestre já registrado. Suas exportações caíram 3,8%, ficando em US$ 759 milhões, enquanto as importações diminuíram 1,1%.

                           

                           

                           

                           

                           

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                          Carta IEDI n. 1340 - O tarifaço dos EUA e as exportações industriais por intensidade tecnológica
                          Publicado em: 05/12/2025

                          No 3º trim/25, as exportações da indústria de transformação brasileira para os EUA tiveram a perda mais intensa desde a pandemia, mas muito concentrada em bens de média e média-baixa intensidade tecnológica.

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                          Carta IEDI n. 1339 - Indústria em baixa voltagem
                          Publicado em: 24/11/2025

                          No 3º trim/25, o desempenho industrial do país não esboçou reação, sob o peso da conjuntura de elevadas taxas de juros e dos desafios provocados pelas mudanças internacionais.

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                          Carta IEDI n. 1338 - Aspectos da “Nova” Infraestrutura
                          Publicado em: 14/11/2025

                          Estudo da McKinsey propõe uma definição ampliada de infraestrutura e identifica a necessidade mundial de investimentos até 2040 para atender às necessidades atuais.

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                          Carta IEDI n. 1337 - Relativa resiliência na economia global
                          Publicado em: 05/11/2025

                          O atual cenário básico do FMI prevê uma desaceleração suave da economia global em 2025 e 2026 devido ao impacto menor do que o esperado do choque tarifário do governo Trump.

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