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                          Análise IEDI

                          Produção Regional
                          Publicado em: 13/09/2024

                          Crescer segue sendo a regra

                          O declínio da produção industrial, em jul/24, de -1,4%, já descontados os efeitos sazonais, foi muito concentrado em uma fração minoritárias de atividades, como argumentamos na Análise IEDI de 04/09/24. Os dados divulgados hoje pelo IBGE mostram que também foram poucos os parques regionais no vermelho, reforçando a ideia de perdas pontuais no setor.

                          Dos 15 parques acompanhados pelo IBGE, apenas 3 perderam produção na passagem de jun/24 para jul/24. A indústria paulista está neste grupo minoritário, o que era de se esperar já que a estiagem tem prejudicado o desempenho de seu ramo sucroalcooleiro.

                          Os avanços mais acentuados ocorreram no Amazonas (+6,9%), Espírito Santo (+5,8%), Paraná (+4,4%) e Pernambuco (+4,2%), que ajudou a alavancar o resultado da região Nordeste (+3,0%) como um todo.

                          Os tropeços na trajetória de curto prazo, como agora em jul/24, por ora não mudam a realidade da indústria, que tem tido um desempenho bastante superior àquele dos primeiros meses do ano passado: a alta de +3,2% no acumulado do ano jan-jul/24 contrasta com o declínio de -0,5% em jan-jul/23.

                          Esta inversão de sinal é acompanhada por 56% dos parques regionais da indústria, como ilustram as variações interanuais a seguir. Outros 11% já cresciam em jan-jul/23 e ganharam maior robustez neste ano. E 33% dos parques desaceleraram, mas não chegaram a cair. Não há indústria regional no vermelho no acumulado de 2024 até julho, nem mesmo a indústria gaúcha que sofreu com recente desastre climático.

                               •  Brasil: -0,5% em jan-jul/23 e +3,2% em jan-jul/24;

                               •  São Paulo: -2,9% e +4,7%, respectivamente;

                               •  Nordeste: -4,2% e +0,3%;

                               •  Rio Grande do Sul: -5,9% e +0,4%;

                               •  Minas Gerais: +5,0% e +1,5%;

                               •  Rio de Janeiro: +4,1% e +1,2%, respectivamente.

                          Entre os que inverteram o sinal de negativo para positivo, destaca-se a indústria paulista, que passou de -2,9% em jan-jul/23 para +4,7% em jan-jul/24, com a ajuda da produção de veículos (de -1,1% para +3,1%), eletrônicos e informática (de -32,9% para +1,0%), químicos (de -7,1% para +4,2%), farmoquímicos e farmacêuticos (de -2,7% para +5,6%) e papel e celulose (de -0,1% para +7%), entre outros.

                          Também neste grupo estão o Nordeste como um todo (de -4,2% para +0,3%), com melhora em têxteis, vestuário e calçados, por exemplo; e os três estados da região Sul, notadamente Santa Catarina, que passou de -3,5% em jan-jul/23 para +6,5% em jan-jul/24, e inclusive Rio Grande do Sul, a despeito das enchentes: de -5,9% para +0,4%, respectivamente.

                          O segundo grupo, daqueles parques industriais que já registraram expansão da produção em jan-jul/23 e que reforçaram suas altas em igual período de 2024, é composto por dois estados: Goiás, de +1,2% para +6,1%, devido a vestuário, químicos, produtos de metal, veículos e máquinas e equipamentos; e o Rio Grande do Norte, de +9,8% para +19,7%, devido a derivados de petróleo e vestuário.

                          Por fim, o grupo daqueles parques que desaceleraram inclui os estados do Norte do país, cujo dinamismo de jan-jul/23 foi cortado pela metade em jan-jul/24, e os estados do Sudeste onde a extrativa mineral é relevante:  Rio de Janeiro (de +5,5% para +4,9%), Minas Gerais (de +5% para +1,5%) e Espírito Santo (de+4,1% para +1,2%).

                          No Espírito Santo e Rio de Janeiro, o resultado da produção da indústria de transformação em jan-jul/24 até é superior ao de jan-jul/23, mas não foi o suficiente para compensar a desaceleração das atividades extrativas. Já em Minas Gerais, a produção manufatureira ficou virtualmente estagnada em jan-jul/24 (+0,1%), devido sobretudo à metalurgia (-5,6%), a máquinas e equipamentos (-15,1%) e veículos (-0,2%).

                          Em julho de 2024, quando a produção industrial nacional registrou recuo de 1,4% frente ao mês imediatamente anterior na série livre de influências sazonais, 12 dos 15 locais pesquisados (como Maranhão, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul ainda não têm série histórica longa o suficiente, não há ajuste sazonal para estes estados) apresentaram expansão da produção: Amazonas (6,9%), Espírito Santo (5,8%), Paraná (4,4%), Pernambuco (4,2%), Região Nordeste (3,0%), Minas Gerais (2,1%), Ceará (1,9%), Mato Grosso (1,8%), Rio de Janeiro (1,4%), Santa Catarina (1,3%), Goiás (1,2%) e Rio Grande do Sul (0,8%). Em sentido oposto, Pará (-3,8%), Bahia (-2,3%) e São Paulo (-1,8%) apresentaram retração nessa base de comparação.

                          Analisando em relação a julho de 2023, registrou-se crescimento de 6,1% na produção da indústria nacional. Entre os 18 locais pesquisados, 14 registraram expansão da produção: Paraná (14,1%), Amazonas (12,0%), Santa Catarina (11,8%), Pará (11,6%), Ceará (10,5%), Rio Grande do Sul (8,4%), São Paulo (5,4%), Rio Grande do Norte (5,1%), Região Nordeste (3,9%), Minas Gerais (3,8%), Rio de Janeiro (3,8%), Pernambuco (3,2%), Bahia (2,6%) e Espírito Santo (0,6%). Por outro lado, Mato Grosso (-2,2%), Maranhão (-1,9%), Mato Grosso do Sul (-1,6%) e Goiás (-0,5%) registraram recuo nesse mês.

                          Analisando o acumulado no ano (janeiro-julho), houve incremento de 3,2%, com aumento em todos os 18 locais: Rio Grande do Norte (19,7%), Ceará (7,6%), Santa Catarina (6,5%), Goiás (6,1%), Rio de Janeiro (4,9%), São Paulo (4,7%), Maranhão (3,9%), Amazonas (3,4%), Paraná (3,2%), Pará (2,6%), Mato Grosso do Sul (2,6%), Mato Grosso (2,5%), Bahia (2,4%), Pernambuco (2,2%), Minas Gerais (1,5%), Espírito Santo (1,2%), Rio Grande do Sul (0,4%) e Região Nordeste (0,3%).

                          No acumulado nos últimos 12 meses registrou-se incremento de 2,2% na produção industrial brasileira. Dos 18 locais pesquisados, 16 apresentaram acréscimo, sendo os mais expressivos: Rio Grande do Norte (19,0%), Espírito Santo (9,0%), Goiás (8,7%), Rio de Janeiro (5,8%) e Paraná (5,1%). Por outro lado, apresentaram queda: Nordeste (-1,0%) e Rio Grande do Sul (-1,2%).

                          São Paulo. Na comparação do mês de julho de 2024 com o mês de junho, a produção da indústria paulista registrou retração de 1,8% a partir de dados dessazonalizados. Frente a julho de 2023, houve aumento de 5,4%, e analisando o acumulado no ano, registrou-se variação positiva de 4,7%. Os setores com maiores expansões no comparativo do acumulado no ano foram: Fabricação de móveis (16,1%) e Fabricação de máquinas e equipamentos (15,6%). Por outro lado, os setores que apresentaram as maiores retrações foram: Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,6%) e Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-0,8%).

                          Paraná. A partir de dados dessazonalizados, no mês julho de 2024 a produção da paranaense registrou expansão de 4,4% frente ao mês de maio. Já em relação a julho de 2023, houve crescimento de 14,1%. No acumulado no ano registrou-se variação de 3,2%. Os setores que registraram maiores aumentos, na comparação do acumulado no ano, foram: Fabricação de máquinas e equipamentos (30,9%) e Impressão e reprodução de gravações (13,2%). Os maiores decréscimos nessa base de comparação foram: Metalurgia (-2,2%) e Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,8%).

                          Pernambuco. Em julho de 2024 frente a maio, a produção da indústria pernambucana apresentou uma variação negativa de 4,2% na série com ajuste sazonal. Em relação a julho de 2023, houve expansão de 3,2%. No acumulado no ano, registrou-se variação de 2,2%. Os setores que registraram maiores expansões, na comparação do acumulado no ano, foram: Fabricação de móveis (30,5%) e Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (21,2%). Os maiores decréscimos nessa base de comparação foram: Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,5%) e Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-3,9%).

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