Carta IEDI
Embora a produção industrial tenha ficado estagnada em janeiro de 2025, foram poucos os ramos e os parques regionais a registrarem declínio.
A indústria de transformação ampliou sua produção em 2024, apresentando especificidades em relação à última década, o que também inclui a distribuição deste dinamismo entre suas diferentes faixas de intensidade tecnológica.
Há muitos produtos coincidentes que Brasil e China exportam para os EUA e nossos embarques poderiam ser favorecidos com a imposição de alíquotas sobre as exportações chinesas.
Em 2024, todos os grandes setores econômicos se expandiram e a um ritmo superior ao de 2023, mas uma desaceleração já se avizinha, como resultado do aumento da Selic.
No último trimestre de 2024, embora a inadimplência tenha continuado a cair, as taxas médias de juros já apontam elevação, na esteira da alta da Selic. O dinamismo creditício ainda se mostrou resiliente.
Em 2024, embora as exportações de bens industriais de alta tecnologia e de média-baixa tenham aumentado, apenas este último grupo melhorou seu saldo de balança.
Em 2024, a indústria brasileira não só cresceu, como também apresentou um resultado relativamente robusto e difundido entre seus ramos, mas apesar disso há sinais negativos no final do ano, refletindo o impacto da alta dos juros, entro outros fatores.
No 3º trim/24, o desempenho da indústria de transformação brasileira não só, mais uma vez, foi superior ao do total mundial, como sua vantagem se ampliou.
Em nov/24, a indústria voltou a recuar e o sinal negativo tornou-se mais difundido setorial e regionalmente, sob efeito de eventos climáticos adversos, de incertezas e de taxas de juros cada vez mais elevadas.
Estudo do FMI mostra que as deficiências da infraestrutura de transporte e do desembaraço alfandegário são uns dos principais obstáculos à ampliação do comércio internacional na América Latina e Caribe.
O IEDI analisou o avanço da penetração de bens industriais importados no Brasil, destacando a participação da China, que cresceu mais nos ramos de maior intensidade tecnológica.
O ano de 2024 tem se destacado pelo aumento da produção da indústria de transformação de alta tecnologia pela primeira vez desde 2018.
Estudo do FMI identifica efeitos diretos e indiretos dos subsídios adotados sobre as exportações e importações chinesas, notadamente em alguns setores.
Entre 2014 e 2021, a China ampliou sua vantagem na maioria dos principais mercados de destino das vendas externas brasileiras, contribuindo para acentuar o baixo grau de complexidade das nossas exportações.
O último trimestre de 2024 teve início com declínio da produção industrial, mas a queda foi modesta e restrita a poucos ramos, não impedindo o avanço em relação ao ano passado.
Contrariamente à China, a complexidade das exportações brasileiras, que já era baixa, diminuiu nos últimos anos, rebaixando nossa posição no ranking mundial de complexidade e tornando mais difícil uma trajetória de crescimento de longo prazo.
Documento recente da McKinsey avalia as oportunidades que a transição energética mundial traz para o Brasil, se bem aproveitadas.
No 3º trim/24, já corrigidos os efeitos sazonais, a produção industrial saiu à frente do comércio e dos serviços, dando continuidade à sua trajetória de ganho de robustez.
No 3º trim/24, o crescimento industrial ganhou velocidade, com um perfil disseminado entre setores e regiões, mas o recente ciclo de alta dos juros pode colocar em risco esta trajetória.
O cenário básico do FMI projeta para 2024-2025 um crescimento praticamente igual ao de 2023, com pequena melhora nas economias avançadas e desaceleração dos emergentes.